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Estas obras em Lisboa que não são coisa boa

Este artigo tem mais de 9 anos

A opinião de

Ontem por diversas razões passei por uma série de sítios de Lisboa que foram alvo das obras malditas. Essas mesmo, as obras que foram o maior pesadelo de sempre na vida dos lisboetas, logo atrás do terramoto de 1755 e do pic-nic com o Tony Carreira.

Durante uns meses, causaram um trânsito cancerígeno um pouco por toda a cidade, motivaram posts de Facebook exacerbados contra a estupidez do o seu propósito. Para sempre, diminuíram os lugares de estacionamento e as faixas de rodagem e, mais grave que isto, a poluição característica da cidade. Em nome de quê? De bancos de jardim para as pessoas se sentarem?

É precisamente pelos portugueses passarem tanto tempo a descansar que o país não avança. Para construir ciclovias para bicicletas, skates e trotinetes? Isto não é a EuroDisney onde tudo é uma brincadeira, meus amigos. Querem andar nessas coisas vão para o Parque das Nações passear e deixam as outras pessoas continuar a andar de carro até em distâncias de 7 metros e meio. E mais o quê? Termos mais áreas verdes, mais espaços abertos e uma cidade mais limpa e arejada? Poupem-me. Os 6 meses de obras em que que envelheci 10 anos com o stress de bater nas teclas do teclado a reclamar com a evolução da cidade já ninguém mos devolve.

O que estão a fazer a Lisboa é uma vergonha. Bons eram os tempos em que as estradas estavam cheias de buracos e os estreitos passeios com pedaços montanhosos de merda canina. Sempre era melhor do que ter que levar com o pessoal que vai para o trabalho de bicicleta, só porque é mais barato e menos poluente, e abdica dos valores tradicionais de dióxido de carbono no ar.

Lisboa, menina e moça, teus seios são as colinas que não dão para andar de bicicleta. Parem com essa estupidez e construam antes uma auto-estrada de Alvalade ao Terreiro do Paço. Os velhos não só do Restelo, como também do Saldanha, Avenidas Novas e tantos outros sítios, agradecem.

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

Livro: Política de A a Z, de Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves. Um livro leve, quase de consulta, sobre todos os termos fundamentais – e outros adjacentes – da política portuguesa e mundial.

Posts sobre o tempo: Esta semana houve poucos posts nas redes sociais sobre as condições climatéricas. Mas visto que esta próxima semana vai ser de altos e baixos, vai ser perfeita para uma esquizofrenia digital. Aproveitem.

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