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“A guerra terminou oficialmente ontem de manhã, em todas as frentes”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em declarações à televisão estatal iraniana IRIB.
Segundo o chefe da diplomacia iraniana, “qualquer ataque israelita contra o Líbano é uma violação dos entendimentos alcançados”. Araghchi acrescentou que, do ponto de vista de Teerão, “as duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irão e o Hezbollah, por outro”.
“O fim da guerra no Líbano é parte inseparável deste acordo”, afirmou ainda o ministro, citado pela agência Mehr, reiterando que o conflito só ficará definitivamente encerrado quando Israel retirar das áreas do sul do Líbano que ocupa.
Araghchi confirmou também que está prevista para sexta-feira uma nova ronda de negociações entre o Irão e os Estados Unidos, em Genebra, com o objetivo de alcançar um acordo final. “Após três meses de negociações, conseguimos concluir a primeira fase das conversações”, declarou.
O acordo preliminar prolonga por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril e estabelece um quadro negocial para futuras discussões sobre o programa nuclear iraniano. Entre os compromissos assumidos estão a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento progressivo das sanções impostas a Teerão.
Israel continua a ocupar vastas zonas do sul do Líbano, em resposta a ataques do Hezbollah, e mantém operações militares no país vizinho, apesar do anúncio do acordo, mediado pelo Paquistão.
Desde o início das hostilidades entre Israel e o movimento xiita libanês, no contexto da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, cerca de 3800 pessoas morreram no Líbano em ataques israelitas, que forçaram mais de um milhão de civis a abandonar as suas casas.
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