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Arquivadas suspeitas contra o juiz Carlos Alexandre

Este artigo tem mais de 9 anos

O Conselho Superior da Magistratura considera que não há motivos para instaurar um processo disciplinar a Carlos Alexandre, apesar de “algumas” declarações “pouco felizes”. Em causa está uma queixa da defesa de José Sócrates sobre as declarações do juiz em entrevista à SIC.

Houve “algumas” declarações “pouco felizes”, mas ainda assim o Conselho Superior da Magistratura considerou não haver motivos para um processo disciplinar ao juiz Carlos Alexandre.

No entanto a decisão não foi unânime, passou por pouco: oito conselheiros votaram a favor e sete queriam que o super juiz fosse alvo de um inquérito.

Em causa está uma entrevista à SIC a 8 de setembro deste ano em que o juiz garantiu não ter fortuna pessoal, nem amigos ricos ou contas bancárias em nome deles. A defesa do antigo primeiro-ministro José Sócrates viu estas declarações como “um ataque” e uma “cobarde insinuação” e apresentou uma queixa contra Carlos Alexandre, no sentido de o afastar da “Operação Marquês”.

Esta foi a segunda tentativa de Sócrates de afastar o juiz do seu processo, e a segunda sem sucesso. Em outubro deste ano, a defesa do antigo primeiro-ministro pediu o afastamento de Carlos Alexandre do processo,  acusando-o de “imparcialidade”, mas o Tribunal da Relação de Lisboa considerou o pedido “infundado”.

A Operação Marquês conta com 18 arguidos, entre os quais o antigo primeiro-ministro português José Sócrates, que chegou a estar preso preventivamente mais de nove meses, tendo a medida de coação sido alterada para prisão domiciliária a 4 de setembro do ano passado.

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