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Mossul: há cerca de 350 mil crianças encurraladas entre as bombas e a fome

Este artigo tem mais de 9 anos

São 350 mil crianças em risco, no momento em que o governo iraquiano tenta recuperar Mossul ao autoproclamado Estado islâmico. Se não tem ideia de qual o significado de 350 mil crianças em risco, propomos-lhe esta conta: é um número idêntico a todos os bebés nascidos em Portugal nos últimos quatro anos.

Cerca de 350 mil crianças estão presas a oeste de Mossul devido aos bombardeamentos, alertou hoje a organização não-governamental britânica Save the Children, apelando às forças iraquianas e aos seus aliados para as protegerem.

“As forças iraquianas e seus aliados, incluindo os Estados Unidos da América e o Reino Unido, devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para proteger as crianças e suas famílias dos danos”, disse o diretor da ONG no Iraque Maurizio Crivallero.

As forças de segurança iraquianas lançaram uma ofensiva contra o grupo Estado islâmico (EI) a partir da cidade iraquiana de Mossul.

A ONG contactou as famílias de algumas crianças, que contaram que a fuga não é uma opção viável por causa das ameaças de execução por parte dos combatentes do EI, atiradores furtivos e minas terrestres.

“As crianças estão perante uma macabra escolha em Mossul ocidental: ou enfrentam as bombas ou a fome”, acrescentou Crivallero.

As forças iraquianas retomaram duas localidades situadas no sul de Mossul no âmbito das operações hoje lançadas para reconquistar a parte ocidental da cidade, nas mãos do grupo EI, anunciou um comandante.

O general Abdoulamir Yarallah anunciou, em comunicado, a tomada de Athbah e de Al-Lazzagah por unidades das forças de resposta rápida do Ministério do Interior e da polícia.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou hoje o lançamento de operações militares para recuperar a parte ocidental da cidade de Mossul controlada pelo grupo radical Estado Islâmico.

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