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CGTP valoriza reposição de rendimentos mas quer mais

Este artigo tem mais de 9 anos

A CGTP valoriza a política de reposição de rendimentos prevista na proposta de Orçamento do Estado para 2017, mas considera que o documento precisa de ser melhorado para assegurar as mesmas condições aos funcionários públicos.

“Este Orçamento do Estado (OE) prossegue a política de reposição de rendimentos, que nós valorizamos, mas precisa de ser valorizado em sede de especialidade, e nós iremos apresentar propostas nesse sentido”, disse à agência Lusa o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

Arménio Carlos considerou que a reposição dos rendimentos dos portugueses é visível em medidas como a atualização das pensões, a eliminação da sobretaxa de IRS, “ainda que gradual”, a oferta de livros escolares no primeiro ciclo e no respeito pela contratação coletiva no Setor Empresarial do Estado (SEE), que permitirá a recuperação do valor do trabalho extraordinário e do trabalho noturno.

O sindicalista lamentou que o mesmo não tenha acontecido em relação aos funcionários públicos, que vão manter os cortes no valor do trabalho extraordinário e tiveram um “aumento do subsídio de refeição insuficiente”.

O líder da CGTP criticou ainda que a proposta de OE “continue a não tocar nos intocáveis”, referindo-se nomeadamente às Parcerias Público – Privadas (PPP).

O Governo apresentou na sexta-feira a proposta de Orçamento do Estado de 2017 que prevê um crescimento económico de 1,5%, um défice de 1,6% do PIB, uma inflação de 1,5% e uma taxa de desemprego de 10,3%.

Para este ano, o executivo liderado por António Costa piorou as estimativas, esperando agora um crescimento económico de 1,2% e um défice orçamental de 2,4% do PIB.

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