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Canadá leva Volkswagen à justiça por causa de “dieselgate”

Este artigo tem mais de 6 anos

O governo do Canadá acusou esta segunda-feira a Volkswagen de importar conscientemente veículos para o país que excedem o limite permitido de emissões poluentes, segundo a conclusão de uma investigação sobre o escândalo conhecido como “dieselgate”.

As autoridades canadianas informaram que foram apresentadas 60 acusações contra a construtora alemã, entre elas o não cumprimento das leis ambientais canadianas entre janeiro de 2008 e dezembro de 2015 pela importação ilegal de quase 128 mil veículos que não estavam em conformidade com os regulamentos.

Além disso, acusam a empresa de ter fornecido “informações falsas” sobre os automóveis.

A primeira audiência da Volkswagen sobre este caso está prevista para a próxima sexta-feira num tribunal de Ontario, de acordo com o comunicado.

Estas acusações estão a ser apresentadas após quatro anos de investigações do ministério canadiano do Meio Ambiente.

A Volkswagen reconheceu em 2015 a instalação de um programa em 11 milhões de veículos que contornava a medição de emissões, indicando uma quantidade menor que a real.

O “dieselgate” custou à construtora alemã mais de 30 mil milhões de dólares em honorários legais, multas e indemnizações, principalmente nos Estados Unidos.

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