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Râguebi: os lobos estão de volta e há sangue novo

Este artigo tem mais de 2 anos

Seleção nacional de râguebi mostra sangue novo no ataque ao Rugby Europe Championship 2024 (REC). Na ronda inaugural sobrevivem 13 mundialistas. Há sete caras novas. 14 jogadores atuam em Portugal e nove jogam nas divisões francesas.

A lista de 23 convocados de Portugal para a 1.ª jornada do Rugby Europe Championship 2024 (REC), que arranca este sábado (19h00, em Mons, arredores de Bruxelas), desvenda uma renovação no seio dos lobos.

A renovação que vinha sendo, em silêncio, perspetivada logo após o final da participação portuguesa no Mundial França 2023 estende-se à equipa técnica.

Enquanto a Federação Portuguesa de Râguebi (FPR) procura fechar o dossiê sobre o nome do novo selecionador nacional, depois da saída, após um mês no cargo, de Sébastien Bertrank, os lobos seguem para o campeonato europeu comandado pelo trio de consultores da World Rugby, liderado pelo antigo selecionador da Argentina, Daniel Hourcade, ladeado pelos ex-selecionadores do Uruguai e Brasil, Esteban Menses e Rodolfo Ambrósio, respetivamente. A estes, junta-se João Mirra, ex-adjunto de Patrice Lagisquet, antigo selecionador nacional.

Em campo, entre os 23 selecionáveis, desde logo, a registar a ausência de um tridente de veteranos lusodescendentes, duas delas há muito anunciadas. Samuel Marques, o herói do pontapé de penalidade que colocou Portugal no Mundial França 2023 e responsável pelo pontapé de conversão que “deu” a primeira vitória de sempre de Portugal num campeonato do mundo, diante as Fiji e Mike Tadjer. Famoso por usar a boqueira com as cores da bandeira de Portugal no França 2023, pendurou as botas após o campeonato do mundo, regressou, por um par de meses, ao clube do coração, RC Massy (Nationale 1, 3.ª divisão de França) antes de se retirar, em definitivo, para se dedicar a um negócio de um bar na praia, perto de Perpignan.

Há ainda Francisco Fernandes. O Obelix português cumpriu recentemente 300 jogos ao serviço do AS Béziers (Pro 2, segunda divisão francesa) e nada ainda disse sobre a disponibilidade para entrar nas convocatórias lusas.

A renovação da seleção nacional para estreia de Portugal no europeu é explicada, também, pelo boletim clínico da FPR que ajudou a estreitar as escolhas feitas a partir da primeira pré-convocatória de 36 jogadores: José Lima, José Madeira, Nuno Sousa Guedes e Steevy Cerqueira estarão ausentes dos primeiros encontros por lesão.

Sete caras novas nos lobos. Quatro vieram de França

Contingências e conjeturas à parte, há “sangue” novo no ataque à conquista do antigo Torneio das Seis Nações “B”, competição disputada, desde 2023, por oito seleções divididas em dois grupos.

Ao todo, sete novas caras e estreias absolutas entre os lobos que vão entrar em campo frente à Bélgica.

Luca Begic, Hugo Aubry, Abel da Cunha e Hugo Camacho (único jogador do top-14, principal divisão francesa, Bayonnais), são os novos lusodescendentes que se estreiam de quinas ao peito, assim como Pedro Vicente, André Cunha (jogador mais novo, 19 anos) e José Paiva dos Santos, três caras conhecidas da Divisão de Honra portuguesa.

Dos convocados, 14 jogadores atuam em Portugal e nove jogam nas divisões francesas, sendo que desses, quatro são emigrantes em França e cinco são portugueses nascidos em solo francês e recrutados aos campeonatos profissionais e semiprofissionais gauleses, seguindo a receita aplicada para o apuramento de e para o Mundial França 2023.

E por falar em Mundial, 13 dos lobos agora selecionados estiveram no campeonato do mundo. Estão na sua totalidade escalonados para o XV inicial, entre eles Tomás Appleton, o jogador mais internacional (66), o maior marcador de ensaios, Rodrigo Marta (29) e Rafaelle Sorti, um dos jogadores em destaque na Pro 2. Nicolas Martins é o único sobrevivente dos jogadores nascidos em França entre os mundialistas que serão acompanhados na equipa que inicia a partida pelos estreantes Begic e Aubry.

Entre os 16 clubes representados, nove da primeira à terceira divisão francesa e seis da Divisão de Honra portuguesa, o Belenenses é o emblema mais representado ao levar quatro lobos à Bélgica.

Portugal venceu uma vez o REC, em 20023-2024. No ano passado foi vice-campeão, derrotado na final, em Badajoz, frente à Geórgia, detentora de 15 campeonatos. A Roménia soma cinco títulos europeus.

 

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