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Trabalhadores da central nuclear de Almaraz protestam para adiar fecho

Este artigo tem mais de 7 anos

Os trabalhadores da central nuclear de Almaraz, em Espanha, decidiram hoje avançar com novas manifestações para exigir que se adie, pelo menos por dez anos, o fim da produção de energia naquele complexo.

Reunidos numa assembleia hoje em Navalmoral de la Mata (Cáceres), cerca de duzentos trabalhadores decidiram que, a partir da próxima semana, irão realizar jornadas de protesto às terças e quintas-feiras à porta da central nuclear.

Foi ainda convocada para dia 11 de março uma marcha de trabalhadores entre a central nuclear e a câmara municipal de Almaraz.

A central está em operação desde 1981 (operação comercial desde 1983), está implantada em zona de risco sísmico e apenas a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa.

Neste mês, o governo espanhol voltou a adiar o encerramento da central nuclear de Almaraz, desta vez diferindo a desativação dos dois reatores para 2027 e 2028, ou seja, por mais oito anos do que o inicialmente previsto.

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