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TAP pode ficar 19,9% alemã. Presidente da Lufthansa em Lisboa para negociar com Governo

Este artigo tem mais de 1 ano

O grupo alemão quer uma participação minoritária na transportadora aérea portuguesa, o que evita ter de voltar a notificar a União Europeia, que em Julho autorizou a Lufthansa a adquirir 41% da companhia italiana ITA Airways.

A posição poderá valer entre 180 e 200 milhões de euros, de acordo com fontes do Corriere della Sera, que avança a notícia da vinda a Lisboa do CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, para se encontrar com os ministros das Finanças e das Infraestruturas.

As negociações entre o governo português e a Lufthansa não começaram agora, e nos últimos meses tem havido conversações entre uma delegação alemã e membros do executivo português. A compra da TAP não deverá concretizar-se antes do primeiro trimestre de 2025, já que o grupo está agora focado em consolidar o relacionamento com a ITA Airways.

A TAP está em processo de reestruturação, aprovado pela Comissão Europeia em dezembro de 2021, que inclui um apoio público de 2,55 mil milhões de euros. Como contrapartida, Bruxelas impôs a proibição de novos auxílios estatais durante os próximos dez anos.

No segundo trimestre deste ano, a TAP transportou 4,2 milhões de passageiros e teve um lucro de 72 milhões – para uma dívida de cerca de 2 mil milhões. O Governo do PSD defende a privatização da companhia, mas ainda não deu detalhes sobre as condições da venda. “Esta é uma fase de avaliações, consultas, definição de modelos e, oportunamente, comunicaremos a nossa visão à TAP”, afirmou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, numa audição parlamentar recente.

Além da Lufthansa, outras companhias mostraram interesse em ficar com uma participação na TAP, como a Air France-KLM ou o International Airlines Group (IAG), que resultou da fusão da British Airways com a Iberia.

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