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Rússia usa os ciberataques como arma contra a UE

Este artigo tem mais de 1 ano

O ex-comissário Europeu para a Justiça e Assuntos Internos, António Vitorino, afirmou hoje que decorre uma “guerra híbrida”, acrescentando que “é claro que a Rússia usa os ciberataques como arma contra a União Europeia”.

O antigo responsável europeu falava na conferência do Diário de Notícias (DN) “Novo Regime Jurídico da Cibersegurança em Portugal”, organizada pelo jornal, a Ordem dos Economistas e a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, que decorre na Fundação Oriente, em Lisboa.

O ex-comissário europeu alertou que, “na China, neste momento, há uma comissão de informática e ciberespaço que é presidida pelo presidente Xi Jiping” e acrescentou que a Europa ficou “completamente para trás nesse domínio”.

“Nós estamos entalados entre as grandes plataformas digitais americanas e chinesas” afirmou António Vitorino, dizendo também que a “China tem um protagonismo muito ativo nesta matéria”.

Relativamente à guerra na Ucrânia, o ex-comissário europeu fez alusão aos ataques russos às centrais elétricas ucranianas, dizendo que “não há cibersegurança que sobreviva à destruição física”.

Na mesma conferência, o diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, alertou que “há de facto cada vez mais ataques graves com atores estatais e com atores privados” e acrescentou que “não é só na terra, não é só o mar, não é só no ar onde a guerra hoje se faz”.

O embaixador para a ciberdiplomacia, Luís Barreira de Sousa, afirmou que a cooperação internacional nesta matéria é crucial, e reitera que as agências portuguesas deviam ter uma “relação protocolar” com as agências brasileiras, dada a grande comunidade de brasileiros residentes em Portugal.

Há ciberataques que têm como objetivo a soberania de Portugal

O diretor dos Serviços de Informações de Segurança (SIS), Adélio Neiva da Cruz, afirmou hoje que “há ataques provenientes de atores estatais que têm por objetivo a soberania de Portugal”, e que pretendem “a recolha de informação confidencial”.

O diretor do SIS falava na conferência do Diário de Notícias (DN) “Novo Regime Jurídico da Cibersegurança em Portugal”, organizada pelo jornal, a Ordem dos Economistas e a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, que decorre na Fundação Oriente, em Lisboa.

Adélio Neiva da Cruz disse ainda que o SIS também atua “através de programas de sensibilização” tendo já sido realizadas mais de “400 ações em termos nacionais” até novembro de 2024.

No mesmo painel falou o Eurodeputado do PPE, Helder Sousa da Silva, que começou a sua intervenção dizendo que “Bruxelas regula em excesso” e apela para que não se exija mais do que a diretiva NIS.

A NIS 2 (Network and Information Security) é uma diretiva sobre a Segurança das Redes e da Informação destinada a garantir um elevado nível comum de cibersegurança em toda a União Europeia.

No mesmo painel o vogal do conselho de administração da Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL) Rui Lourenço alertou para o perigo do ciberespaço, dizendo que um “ciberataque pode por em causa o abastecimento” de água.

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