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Ramalho Eanes e Gouveia e Melo votam Seguro

O candidato António José Seguro continua a recolher apoios de peso, desta vez mais um ex-presidente que é uma das referências de modelo de presidência André Ventura.

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O antigo Presidente da República António Ramalho Eanes declarou apoio ao candidato presidencial António José Seguro, afirmando identificar-se com o seu pensamento democrático e com a sua visão sobre o exercício das funções de chefe de Estado. O apoio foi anunciado após um encontro entre ambos, tendo Ramalho Eanes sublinhado a importância da coesão social, da dignidade e de um país onde ninguém fique para trás. Na primeira volta das eleições presidenciais, Ramalho Eanes não tinha apoiado publicamente nenhum candidato.

O antigo chefe do Estado-Maior da Armada, Henrique Gouveia e Melo, rejeita um voto no líder do Chega, manifestando preocupação com o empobrecimento do debate político, o afastamento dos cidadãos da democracia e o crescimento do radicalismo e da polarização em Portugal. Considera que este fenómeno resulta sobretudo de falhas dos sucessivos Governos, marcadas por desigualdades persistentes, falta de oportunidades, dificuldades sociais profundas, desresponsabilização política, desinformação nas redes sociais e nos media e por uma justiça lenta que mina a confiança dos cidadãos. Segundo Gouveia e Melo, o extremar de posições nasce do sentimento de abandono, da perceção de injustiça e da incapacidade da política em responder aos problemas reais das pessoas.

Na mesma declaração, Gouveia e Melo aborda ainda o contexto internacional e as questões da Defesa, alertando para as ameaças à ordem internacional baseada em regras e defendendo que países como Portugal não podem ficar reféns da lógica da força. Sublinha a necessidade de um alinhamento atlântico e europeu firme, mas acompanhado de autonomia, pensamento crítico e capacidade própria, defendendo que Portugal deve aprender com a guerra na Ucrânia, investir em tecnologia moderna, fortalecer a indústria nacional e evitar soluções ultrapassadas que desperdiçam recursos públicos sem reforçar efetivamente as capacidades do país.

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