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PSP apreende 300 doses de ‘bloom’ na Madeira. Que droga é esta e o que leva ao alerta nas ilhas?

Este artigo tem mais de 1 ano

Três homens foram constituídos arguidos por suspeita do crime de tráfico de droga na Madeira, no âmbito de uma operação policial que em foram apreendidas 300 doses de ‘bloom’, indicou hoje a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Em comunicado, a PSP explica que a operação decorreu na segunda-feira, dando cumprimento a três mandados de busca domiciliários, dois no concelho do Funchal e um no concelho de Santa Cruz.

“Nas buscas, que contaram com a intervenção dos cães policiais, a PSP apreendeu 300 doses de ‘bloom’. Foram ainda aprendidos cerca de três mil euros e diversos artigos utilizadas no tráfico de estupefacientes, nomeadamente balanças, recortes de plástico e utensílios de corte.

“Esta operação surge na sequência de uma investigação que durava há cerca de 10 meses e que foi delegada na PSP pelo Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca da Madeira”, esclarece a autoridade policial.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência e a droga apreendida foi enviada para o Laboratório de Polícia Científica para perícia.

‘Bloom’ ou Alpha PHP

A droga Alpha PHP, conhecida popularmente como ‘bloom’, é uma droga estimulante sintética que foi desenvolvida na década de 1960, mas que nos últimos anos ganhou destaque.

Segundo a PSP, esta é “uma droga com efeitos muito severos na saúde dos consumidores e que se inclui nas novas substâncias psicoativas, muito difundidas nos arquipélagos da Madeira e dos Açores”.

Já a 27 de março, três homens e uma mulher, com idades entre os 27 e os 58 anos, foram detidos pelo crime de tráfico de estupefacientes, em flagrante delito, na Madeira. A investigação policial decorria desde o final de 2023, tendo sido apreendidas, entre outros tipos de droga, 1.054 doses de ‘bloom’.

Anteriormente, a 18 de dezembro de 2024, o Tribunal da Comarca da Madeira condenou 11 arguidos num processo de tráfico de droga e branqueamento de capitais a penas de prisão efetiva e oito a penas de prisão suspensas na sua execução. Na leitura do acórdão, a juíza Joana Dias realçou que o consumo de Alpha PHP é um flagelo na região com “efeitos dramáticos” na população, alertando para a “importância de punir severamente as condutas dos arguidos”.

Nos Açores, em novembro do ano passado, o Ministério Público (MP) anunciou estar a investigar um homem por suspeitas do tráfico do estupefaciente Alfa-PHP, que considerou uma das novas substâncias psicoativas com efeitos “mais perniciosos e nocivos” para a saúde, na ilha de São Miguel.

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