• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Pragas de insetos que transmitem doenças podem aumentar com alterações climáticas

Este artigo tem mais de 8 anos

Pragas de moscas e mosquitos poderão aumentar devido às alterações climáticas, a que estes animais se estão a adaptar geneticamente, afirmou hoje o entomologista brasileiro Roberto Pereira, da Universidade da Flórida.

Na cimeira sobre gestão de pragas que termina hoje em Cascais, o responsável pelo departamento de entomologia urbana afirmou que nas cidades, já há tendencialmente mais mosquitos e moscas, que transmitem doenças epidémicas aos humanos, e que estes vão “dar-se bem” com o aumento da temperatura ambiente provocada pela concentração de dióxido de carbono.

A comum mosca da fruta já regista mudanças cromossomáticas, que indicam uma “adaptação a nível genético” para estes insetos, que dependem mais da temperatura ambiente porque não conseguem regular a temperatura do corpo para os humanos.

Febre tifoide, disenteria e cólera são algumas das 65 doenças que a mosca caseira pode transmitir aos seres humanos.

No ciclo de vida dos insetos, em que o tempo de uma geração demora poucas semanas, podem suceder-se muito mais gerações de insetos do que de humanos à medida que aumenta o dióxido de carbono na atmosfera, tornando-os mais facilmente adaptáveis.

Roberto Pereira destacou ainda que ambientes de conflito e condições pós-desastres naturais são ambientes férteis para pragas de moscas e mosquitos.

Para os mosquitos, que precisam de água para se reproduzirem, após enchentes há muito terreno para aproveitarem, enquanto no caso das moscas, os produtos alimentares, animais usados para pecuária e outros marcos da atividade humana lhes dão muita matéria a apodrecer para se servirem.

“Explosões populacionais destes insetos aumentam com extremos meteorológicos”, afirmou.

Dirigindo-se aos representantes da indústria do controlo de pragas, afirmou que devem optar por métodos ecologicamente seguros, produtos naturais.

No encontro, a Direção-Geral de Saúde afirmou que já está a funcionar um grupo de trabalho para regulamentar o setor, que em Portugal funciona com base em diretivas europeias, mas que falta ter regras pensadas para as condições de armazenamento e formação, entre outras prioridades.

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil!

Levamos todos os dias aos nossos leitores informação que ajuda a entender o mundo e a tomar decisões. Porque acreditamos que a importância do jornalismo está diretamente relacionada com a sua utilidade e impacto

Veja também

Em Destaque

Últimas