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PCP esclarece oposição que a política alternativa e de esquerda “não é esta”

Este artigo tem mais de 7 anos

O deputado comunista António Filipe frisou hoje que a política do atual Governo PS não é a “alternativa, patriótica e de esquerda” que o seu partido defende, após PSD e CDS-PP sugerirem que o PCP pertence ao executivo.

“Aproveito para esclarecer. É que a política alternativa, patriótica e de esquerda não é esta”, afirmou, apontando para a bancada socialista para contrariar a tese da oposição, numa declaração política no parlamento sobre as jornadas parlamentares comunistas, que decorreram segunda e terça-feira no distrito de Santarém.

António Filipe respondia à deputada democrata-cristã Patrícia Fonseca, que o questionara sobre se o PCP “era o mesmo partido que apoia este Governo e vota favoravelmente aos Orçamentos de Estado”.

“O PCP voltou a ter voz, a ser reivindicativo, como há três anos atrás, é bom para a democracia”, ironizou o social-democrata Nuno Serra, lamentando que durante a atual legislatura se tenha feito “‘bola’” (nada) em termos de investimentos públicos em Santarém.

Antes, o socialista António Gameiro, criticara os “quatro anos, entre 2011 e 2015, sem um único euro investido em alguma obra no distrito de Santarém – quatro anos negros”, defendendo que o atual executivo socialista, agora, “resolve, está empenhado, faz”.

A bloquista Mariana Mortágua referiu a partilha com o PCP do “diagnóstico e limitações da falta de investimento público”, concordando ainda que “a grande limitação que se impõe aos Orçamentos do Estado tem a ver com as regras europeias, que não se destinam a proteger o país, mas a causar um entrave ao seu desenvolvimento”.

António Filipe, que resumiu as principais conclusões e iniciativas das jornadas parlamentares escalabitanas, começou por recordar o “passo necessário” para “abrir outros horizontes à solução dos problemas do país” em que consistiram as posições conjuntas entre PS, BE, PCP e PEV, em 2015, a fim de “travar a violenta ofensiva antissocial” e “derrotar o Governo que a protagonizava” (PSD/CDS-PP).

“Soluções que, no entanto, têm sido limitadas pelas opções do Governo PS de manter, em domínios essenciais da governação, as orientações da política que conduziu ao declínio e à grave situação de dependência em que o país se encontra”, ressalvou, reiterando a necessidade de “uma política” e “um Governo que, decididamente, promova o investimento produtivo e a produção nacional”.

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