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Papa quer que mulheres deixem a sua marca na vida espiritual

Este artigo tem mais de 3 anos

O Papa Francisco pediu hoje para ser dada “total confiança às mulheres”, que “são muitas vezes subestimadas no seu valor produtivo”, durante uma audiência de cerca de 10.000 fiéis, na Praça de São Pedro.

Durante a audiência para agradecer pela beatificação de Armida Barelli, cofundadora da Universidade Católica do Sagrado Coração, Francisco elogiou a figura de Barelli, que foi também dirigente do movimento “Ação Católica” e que, segundo disse, “foi uma precursora formidável da liderança feminina nas esferas eclesiástica e social”.

A esse propósito, o Papa destacou que hoje existe a “necessidade de um modelo integrado, que combine a competência e o desempenho, muitas vezes associado ao papel masculino, ao cuidado dos vínculos, à escuta, à capacidade de mediação, ao trabalho em rede e de fazer crescer as relações, por muito tempo considerada prerrogativa do género feminino e muitas vezes subestimada no seu valor produtivo”.

Francisco defendeu também “a necessária integração e reciprocidade das diferenças”.

“Também hoje precisamos de mulheres que, guiadas pela fé, sejam capazes de deixar sua marca na vida espiritual, na educação e na formação profissional”, acrescentou.

Por outro lado, convidou a Universidade Católica do Sagrado Coração “a ter hoje o mesmo ímpeto educativo e a mesma iniciativa formativa que guiaram o padre Agostino Gemelli e a beata Armida Barelli”, que “através da universidade ajudaram a formar a consciência cívica em centenas de milhares de jovens, incluindo muitas mulheres”.

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