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ONU e União Africana decidem coordenar esforços para reduzir crise no Sudão

Este artigo tem mais de 3 anos

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, decidiram hoje coordenar esforços para reduzir os conflitos no Sudão, inclusive o aumento da violência no país.

“Acordaram coordenar os seus esforços para trabalhar para uma redução imediata da crise. O secretário-geral [António Guterres] também permanece em contacto constante com o seu representante especial no terreno, Volker Perthes”, informou a ONU, em comunicado.

António Guterres, que já tinha condenado “fortemente” o início dos combates entre as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) e as Forças Armadas no Sudão, fará mais apelos ao longo do dia.

Também Volker Perthes anunciou que comunicou com ambas as partes para pedir-lhes que cessem imediatamente os combates para garantir a segurança do povo sudanês e evitar que o país sofra mais violência.

O grupo paramilitar sudanês RSF disse hoje que não baixará as armas até que o Exército se renda.

Por outro lado, o Exército qualificou o grupo RSF de “milícia rebelde”.

O caos desencadeado principalmente em Cartum e noutras cidades pelos confrontos deixou pelo menos três civis mortos e dezenas de feridos, segundo o Sindicato dos Médicos Sudaneses.

A Força Aérea Sudanesa começou hoje a bombardear posições do grupo paramilitar na tentativa de repelir a agressão, depois de as RSF acusarem o Exército Sudanês de atacar um dos seus quartéis-generais.

As RSF indicaram ter assumido o controlo do Palácio Presidencial, bem como do aeroporto internacional de Cartum, o maior do Sudão, afirmação que as Forças Armadas desmentiram.

Estes confrontos surgem dois dias depois de o Exército ter alertado para uma “situação perigosa” no país que poderia conduzir a um conflito armado, na sequência da mobilização das RSF na capital sudanesa e noutras cidades sem o consentimento ou coordenação das Forças Armadas.

Essa mobilização ocorreu durante as negociações para chegar a um acordo político definitivo que pusesse fim ao golpe de 2021 e conduzisse o Sudão a uma transição democrática, pacto cuja assinatura foi adiada duas vezes neste mês justamente por causa das tensões e rivalidades entre o Exército e as RSF.

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