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Milhares exigem em Sofia a demissão do governo búlgaro pelo 14.º dia

Este artigo tem mais de 5 anos

Milhares de manifestantes exigiram hoje, pelo 14.º dia consecutivo, a demissão do governo populista conservador e do procurador-geral da Bulgária, acusados de corrupção.

A oposição social-democrata e os manifestantes acusam o primeiro-ministro, Boiko Borisov, e o controverso procurador-geral, Ivan Geshev, de relacionamento com estruturas mafiosas.

A causa dos protestos foi a divulgação de um vídeo, no início de julho, em que se veem guarda-costas do Serviço Nacional de Proteção a expulsarem um político oposicionista de uma praia pública, que é usada como praia privada por Ahmed Dogan, político e empresário milionário, sem qualquer cargo público.

O incidente levou o Presidente do país, Rumen Radev, crítico do primeiro-ministro, a exigir a demissão do governo.

No dia seguinte às críticas, o seu escritório foi alvo de buscas por parte da polícia, ordenadas por Geshev, e dois dos seus assessores foram detidos.

Borisov recusa demitir-se e, na terça-feira, ultrapassou uma moção de censura no parlamento. Mas, anunciou para quinta-feira uma remodelação do seu governo.

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