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Durante uma visita à Noruega, Merz alertou que a guerra levanta “grandes questões” de segurança, está a provocar um forte aumento dos custos da energia e pode desencadear novos fluxos migratórios para a Europa. Segundo o Politico, o chanceler teme que um conflito prolongado agrave as dificuldades da economia alemã, especialmente do setor industrial, já fragilizado, e que possa também prejudicar os esforços europeus para pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia.
A mudança de tom surge também devido à pressão política dentro da Alemanha e da União Europeia. Parceiros de coligação do Partido Social-Democrata da Alemanha têm criticado a proximidade de Merz à estratégia de Washington, enquanto vários líderes europeus, como Pedro Sánchez e Emmanuel Macron, já tinham condenado os ataques contra o Irão como ilegais. Merz criticou ainda a decisão da administração Trump de aliviar sanções ao petróleo russo para baixar os preços globais, considerando que essa medida pode reforçar a capacidade financeira de Moscovo para continuar a guerra.
Ao mesmo tempo, o chanceler teme que a escalada no Médio Oriente provoque uma nova crise de refugiados, com a Alemanha como destino provável para muitos iranianos, num momento em que o partido de extrema-direita Alternative for Germany está a ganhar apoio. Perante estes riscos, Merz afirmou que a Alemanha tentará trabalhar com o G7 e com Israel para encontrar uma forma de terminar o conflito, sublinhando que o país não quer tornar-se parte da guerra.
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