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Mercenários da Wagner enviados “para a morte” em Bakhmut

Este artigo tem mais de 3 anos

De acordo com o mais recente estudo do Instituto de Estudos de Guerra (ISW), o Ministério da Defesa da Rússia está “atualmente a dar prioridade à eliminação do grupo Wagner nos campos de batalha em Bakhmut”.

O conflito entre o Ministério da Defesa da Rússia e o líder do grupo de mercenários Wagner, Yevgeny Prigozhin, continua e poderá ter agora chegado a um ponto sem retorno, de acordo com o ISW. De acordo com a última análise deste instituto, a Rússia estará a enviar estes soldados deliberadamente “para a morte”, em Bakhmut.

O ISW diz mesmo que o grupo de mercenários falhou os seus objetivos, salientando que os oficiais do Ministério da Defesa estão agora a aproveitar “a oportunidade para deliberadamente gastar forças de elite e condenar o grupo Wagner em Bakhmut, num esforço para enfraquecer Prigozhin e inviabilizar suas ambições de maior influência no Kremlin”.

Refira-se que este conflito entre os dois lados começou quando Prigozhin realizou uma campanha de “difamação implacável” contra figuras importantes do exército russo, incluindo o ministro da Defesa, Sergey Shoigu, e o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov.

Após este confronto, o presidente russo, Vladimir Putin, terá ficado “alarmado” com as ambições políticas de Prigozhin e, embora não tenha dado ordens para um ataque direto a Prigozhin, criou condições para que a liderança militar russa reassumisse mais autoridade.

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