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Irão aprova uso de vacina russa Sputnik V contra a covid-19

Este artigo tem mais de 5 anos

O Irão aprovou a vacina russa contra o novo coronavírus, anunciou hoje em Moscovo o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, cujo país está a ser profundamente afetado pela pandemia, mas rejeita as vacinas ocidentais.

“A vacina Sputnik V foi homologada ontem no Irão. Foi aprovada pelas nossas autoridades de saúde e, num futuro próximo, esperamos poder comprá-la, bem como iniciar a sua produção conjunta”, disse o chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif, numa conferência de imprensa após uma reunião com seu homólogo russo, Sergey Lavrov.

O Irão, um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19 no Médio Oriente, recusa as vacinas ocidentais, por causa de tensões geopolíticas, e as autoridades mostraram a intenção de recorrer à Índia, China ou Rússia ou iniciar a sua própria produção.

Batizada como Sputnik V, em homenagem ao primeiro satélite lançado pela URSS em 1957, a vacina russa contra o novo coronavírus tem sido recebida com ceticismo, após um anúncio da sua utilização considerado prematuro, em agosto, antes mesmo do início dos ensaios clínicos em massa (fase 3) e da publicação de resultados científicos.

Desde então, a vacina foi registada em vários países, incluindo Emirados Árabes Unidos, Argentina, Hungria, territórios palestinos, Sérvia e Bielorrússia, entre outros.

As autoridades russas também solicitaram o registo da sua vacina na União Europeia.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.140.687 mortos resultantes de mais de 99,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

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