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Homicídio de físico português: PJ colabora com autoridades dos EUA

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou estar a colaborar com as autoridades dos Estados Unidos da América no âmbito das investigações relacionadas com o homicídio do físico português Nuno Loureiro e de estudantes da Universidade de Brown.

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Em comunicado divulgado após várias solicitações por parte da comunicação social, a PJ esclarece que foi contactada pelas autoridades norte-americanas e que se encontra a prestar colaboração e apoio desde o momento inicial em que um cidadão português se tornou alvo de interesse das investigações conduzidas nos Estados Unidos.

Segundo a mesma nota, a cooperação entre as autoridades portuguesas e norte-americanas está a decorrer desde essa fase inicial, no quadro dos mecanismos de cooperação internacional em matéria criminal.

“A Polícia Judiciária permanece em contacto e a prestar todo o suporte necessário às investigações em curso”, refere o comunicado enviado às redações, sem adiantar mais pormenores sobre o suspeito ou sobre o desenvolvimento do processo.

Recorde-se que a polícia norte-americana encontrou esta madrugada o suspeito do tiroteio na Universidade de Brown, no qual morreram dois estudantes, e acredita tratar-se do mesmo homem responsável pelo homicídio do físico português Nuno Loureiro, professor do MIT, morto a tiro na passada semana em Boston.

O suspeito, Cláudio Manuel Neves Valente, português de 48 anos, foi encontrado morto pelas autoridades em Salem, no estado de New Hampshire, após uma operação policial. Segundo a polícia, terá posto termo à própria vida no momento em que ia ser detido.

Valente era o principal alvo da investigação desde o início e tinha um percurso académico anterior na Universidade de Brown, onde frequentou estudos de pós-graduação em Física entre 2000 e 2003, o que lhe conferia conhecimento detalhado do campus onde ocorreu o ataque.

A investigação envolveu várias agências policiais e federais e baseou-se numa análise extensiva de imagens de videovigilância, tecnologia de leitura de matrículas e dados financeiros. Um automóvel alugado em Boston revelou-se peça central na ligação entre os dois crimes, permitindo confirmar a presença do suspeito tanto junto à universidade como nas imediações da residência de Nuno Loureiro.

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