As imagens desta camisola começaram a espalhar-se pelas redes sociais, com vários utilizadores a criticarem o seu desenho, dizendo lembrar “blackface”.
Esta é uma técnica teatral criada no século XIX em que atores brancos representam papéis de negros, pintando a cara e exagerando traços fisionómicos. Inicialmente esta prática era aceite em sociedade, mas começou a ser condenada em meados do século XX e tem vindo a ser eliminada.
A Gucci reagiu através da sua conta oficial do Twitter, publicando um comunicado onde pede desculpa “pelas ofensas causadas pela camisola balaclava de algodão” e confirmou que o artigo já tinha sido retirado do mercado.
Gucci deeply apologizes for the offense caused by the wool balaclava jumper.
— gucci (@gucci) February 7, 2019
We consider diversity to be a fundamental value to be fully upheld, respected, and at the forefront of every decision we make.
Full statement below. pic.twitter.com/P2iXL9uOhs
A casa italiana prometeu ainda tornar o incidente “num poderoso momento de aprendizagem para a equipa da Gucci”, dizendo que, para a marca, “a diversidade é um valor fundamental a ser mantido, respeitado e considerado em todas as decisões que tomamos”.
Este é só mais um episódio do que tem sido uma série de incidentes de cariz racista junto de casas de alta-costura italianas.
Ummmmmmm … who’s on the marketing team at Prada? 😒 Nothing funny or ok about even the hint of the Blackface/“do a jig for me” era. The dehumanizing and over exaggeration of African and Black American features stems from racism. Point, blank, period. pic.twitter.com/0ezIYJ6g08
— Erica Simon (@EricaOnABC13) December 16, 2018
No passado mês, a Prada retirou produtos da sua coleção Pradamalia porque continham macacos pretos com lábios vermelhos que evocam “blackface”, sendo que, em novembro de 2018, a Dolce & Gabbana teve de cancelar um desfile na China depois de colocar vídeos promocionais no Instagram que foram acusados de trivializar a cultura chinesa.


