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Frente Comum defende revisão da tabela remuneratória única

Este artigo tem mais de 7 anos

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública reivindicou hoje a revisão de toda a tabela remuneratória, o respeito pela regra da proporcionalidade dos salários e a manutenção de todos os pontos para a progressão na carreira.

A estrutura sindical filiada na CGTP divulgou um comunicado em que reafirma a exigência de um salário mínimo nacional de 650 euros para todos os trabalhadores, do setor público e privado, e a valorização dos salários da função pública.

Na nota de imprensa, a Frente Comum criticou o diploma, promulgado na segunda-feira e publicado hoje em Diário da República, que aumenta a base remuneratória do setor para os 635,07 euros.

Para a Frente Comum, este diploma “gera injustiças e diferenciação entre trabalhadores”, porque não respeita a regra da proporcionalidade dos salários entre categorias e carreiras da Administração Pública.

“Não é justo que um trabalhador com 20 ou mais anos de antiguidade aufira o mesmo salário que um trabalhador que acaba de ingressar na Administração Pública”, considerou.

A frente sindical defendeu que a Tabela Remuneratória Única da função pública deve ser revista na totalidade, tendo como base um salário mínimo de 650 euros, que deveria ser instituído a nível nacional, até porque já é praticado em várias áreas do setor privado.

Segundo a Frente Comum, o congelamento salarial dos últimos dez anos levou a uma desvalorização da ordem dos 20% das remunerações dos funcionários públicos.

O decreto-lei que coloca a nova base remuneratória da Administração Pública nos 635,07 euros foi hoje publicado em Diário da República e entra em vigor na quinta-feira, mas terá efeitos retroativos a janeiro de 2019.

O diploma foi aprovado em 24 de janeiro em Conselho de Ministros e promulgado na segunda-feira pelo Presidente da República, que expressou dúvidas sobre esta opção política.

As estruturas sindicais da função pública têm uma reunião marcada para sexta-feira, com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, para discutirem a aplicação do diploma.

O diploma tem sido criticado pelos sindicatos da função pública, que não concordam que o aumento da base remuneratória implique a perda de pontos para efeitos de progressão na carreira.

Os funcionários públicos cumpriram na sexta-feira uma greve nacional, com uma adesão média global superior a 80%, em defesa de aumentos salariais para todos os trabalhadores.

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