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Estado-Maior-General das Forças Armadas alvo de segundo ciberataque

Este artigo tem mais de 3 anos

No início desta semana, a rede do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) foi alvo de um ciberataque. De recordar que, este mês de setembro, foi divulgado que um outro ataque expôs documentos da NATO.

Segundo o Diário de Notícias, o gabinete da Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras confirmou que “reportou ao Ministério Público a ocorrência de um ataque informático à rede do EMGFA”.

De acordo com fontes que estão a acompanhar a situação, o ataque foi “grave” e “pode ter havido exfiltração de documentos e relatórios”, embora “ainda se esteja a apurar exatamente quais foram os danos causados”.

A 7 de setembro, o DN noticiou que o EMGFA foi alvo de um “ciberataque prolongado e sem precedentes”, que teve como resultado a exfiltração de documentos classificados da NATO.

Segundo o mesmo jornal, o Governo português foi informado pelos serviços de informações norte-americanos, opor intermédio da embaixada em Lisboa, através de uma comunicação que terá sido feita diretamente ao primeiro-ministro, António Costa, em agosto passado.

Este caso é considerado de “extrema gravidade” e terão sido os ciberespiões da Inteligência norte-americana a detetar “à venda na darkweb centenas de documentos enviados pela NATO a Portugal, classificados como secretos e confidenciais”.

Agora, neste segundo caso, o Ministério Público terá sido informado pelo Ministério da Defesa quanto à ocorrência do ataque.

De recordar que foi anunciado, na terça-feira, que a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, vai ser ouvida no parlamento no próximo dia 11 de outubro, à porta fechada, sobre o ciberataque que levou à exfiltração de documentos classificados da NATO, a requerimento do PSD.

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