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Em Santa Comba Dão, uma casa destruída vai-se reerguendo com a ajuda de todos

Este artigo tem mais de 8 anos

A casa de Luís Dias Ferreira, em Santa Comba Dão, desapareceu a 15 de outubro, mas volta agora a reerguer-se com a ajuda de voluntários. António Costa viu o progresso e deixou a promessa de estar na inauguração.

Com a ajuda de voluntários da zona e de fora que todos os sábados ajudam na reconstrução, a casa de Luís Dias Ferreira volta a ganhar forma.

O habitante da freguesia São Joaninho espera em fevereiro matar um dos seus seis porcos que escaparam ao incêndio para celebrar a reconstrução, que “agora tem de ser sempre a olhar para a frente”.

António Costa constatou os progressos das obras e, no final da visita à casa, recebeu o convite de Luís para beber um copo de vinho, que “foi o que sobrou” de um incêndio que lhe destruiu a casa, o carro, a horta e os aviários.

“Fica para comemorarmos em fevereiro”, respondeu António Costa.

Antes da promessa deixada pelo primeiro-ministro, Luís explicou a António Costa o que foi estar “debaixo do fogo”, com a emoção a ‘comer-lhe’ as palavras.

“Íamos ardendo aqui”, sublinhou o habitante de São Joaninho.

Com a casa a arder e “encurralados” no anexo, Luís, a mulher e a filha escaparam com a ajuda do genro que os retirou do local, contou à agência Lusa o agricultor do concelho de Santa Comba Dão.

“Fiquei com a roupa no corpo e o vinho, que não ardeu”, afirmou o homem de 60 anos.

Depois do incêndio, surgiu ajuda – da zona e de fora.

“Deram cimento, areia, blocos de todo o lado. E depois vêm para cá aos sábados ajudar a fazer a casa”, sublinhou Luís, referindo que surgem muitos estudantes para ajudar, além de empreiteiros locais.

Para o habitante de São Joaninho, ver tantas pessoas a ajudar a reconstruir a casa “dá alento”.

Paula Azevedo e Ana Barbosa pertencem a um grupo de Vila do Conde e Póvoa de Varzim que tem trazido “um pouco de tudo” para a zona afetada pelos incêndios.

Passaram hoje, pela quarta vez, na casa de Luís e realçam que “sabe bem ver como as coisas estão a andar”.

“É muito gratificante”, vincaram, antes de serem convidadas por Luís para um copo de jeropiga, ao lado da casa que se vai erguendo.

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