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Dylan, o grande ausente na entrega do Nobel

Este artigo tem mais de 9 anos

Laureado com o Nobel da Literatura, Bob Dylan foi o grande ausente na cerimónia de entrega de prémios deste sábado, em Estocolmo, para as categorias de ciências, literatura e economia, e em Oslo, no caso do Nobel da Paz, entregue ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Na Konserthuset, onde a Fundação Nobel organiza todos os anos uma sumptuosa cerimónia, os novos laureados receberam das mãos do rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, uma medalha de ouro e um diploma.

A cerimónia ficou marcado pela ausência do laureado Bob Dylan, prémio Nobel da Literatura. O músico norte-americano alegou já ter “outros compromissos” agendados para esta data.

Na sua ausência, a cantora Patti Smith, admiradora confessa e amiga de Dylan, interpretou uma das suas músicas mais famosas, “A Hard Rain’s A-Gonna Fall”.

Com a emoção, Patti Smith precisou de parar por um momento, para procurar as palavras, antes de se desculpar e prosseguir com a música, apoiada pelos aplausos dos mais de 1.500 convidados – entre académicos, políticos e empresários – que assistiam à cerimónia.

A embaixadora americana na Suécia foi a voz de Dylan no banquete realizado em Estocolmo, ao ler o seu discurso de agradecimento.

“Se alguém me tivesse dito que tinha a menor possibilidade de ganhar o Prémio Nobel, teria pensado que minhas possibilidades eram tantas quanto as de vir a estar na Lua”, escreveu o americano, primeiro cantor-compositor a receber o prémio.

“Nem uma única vez tive tempo de me perguntar: por acaso minhas canções são literatura?”, afirmou Dylan, destacando que, “verdadeiramente não existem palavras” para descrever a honra que é ver o seu nome ao lado de outras personalidades, como Rudyard Kipling, Albert Camus, ou Ernest Hemingway.

Segundo a Fundação Nobel, o prémio da Literatura será entregue a Bob Dylan em 2017, num país ainda a ser determinado.

O britânico David Thouless, vencedor do Nobel de Física e decano dos laureados, foi o primeiro a entrar em cena, seguido de Duncan Haldane e Michael Kosterlitz, os seus compatriotas também premiados.

O francês Jean-Pierre Sauvage, o britânico Fraser Stoddart e o holandês Bernard Feringa, premiados com o Nobel da Química, entraram de seguida. Depois foi a vez do japonês Yoshinori Ohsumi, para o prémio da Medicina.

Por fim, o anglo-americano Oliver Hart e o finlandês Bengt Holmström, Nobel da Economia.

A cerimónia do Nobel da Paz, entregue em Oslo por desejo expresso de Alfred Nobel, aconteceu horas antes, com a presença do presidente Juan Manuel Santos.

Cada Nobel recebeu um cheque de 8 milhões de coroas suecas – pouco mais de 824.000 euros.

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