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Decisão do BCE é uma dor de cabeça para todos os governos e favorece radicalismos, diz Marcelo

Este artigo tem mais de 2 anos

O Presidente da República considerou hoje que a decisão do BCE de subir novamente as taxas de juro “é uma dor de cabeça para todos os governos” e que no plano político favorece os radicalismos e populismos.

Em declarações aos jornalistas à entrada do Centro Canadiano de Arquitetura, em Montreal, durante a sua visita oficial ao Canadá, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que falta na mensagem do Banco Central Europeu (BCE) “um sinal de esperança” e qualificou a sua posição como “muito rígida”.

Segundo o chefe de Estado, “isto é penalizador para todos os governos” e “o Governo português tem feito o que pode em termos de ajudas sociais neste colete de forças, mas sempre com o BCE a dizer em geral aos governos para fazerem menos de ajudas sociais”.

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje um novo aumento – o décimo consecutivo – das três taxas de juro diretoras, em 25 pontos base.

“A inflação continua a descer, mas ainda se espera que permaneça demasiado elevado durante demasiado tempo. O Conselho do BCE está determinado a assegurar o retorno atempado da inflação ao seu objetivo de médio prazo de 2%”, justificou o banco central, em comunicado.

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