A demissão surgiu na sequência da suspensão do espaço aéreo civil após um ataque de drones ucranianos que forçou o cancelamento de quase 300 voos no fim de semana anterior.
Segundo a imprensa russa, tudo indica que se tratou de um suicídio, já que foi encontrada uma arma junto ao corpo, mas a causa oficial da morte ainda não foi confirmada.
Este episódio reacende a atenção internacional para o destino trágico de várias figuras que, ao longo dos últimos 25 anos, desafiaram ou caíram em desgraça junto de Vladimir Putin. Muitos opositores — incluindo jornalistas, políticos, oligarcas e antigos agentes secretos — acabaram mortos em circunstâncias suspeitas, frequentemente classificadas como suicídios, acidentes ou causas naturais não esclarecidas.
As mortes suspeitas:
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Alexei Navalny, principal figura da oposição, morreu numa prisão do Círculo Polar Ártico em fevereiro de 2024, após anos de perseguição e envenenamento com o agente nervoso Novichok.
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Boris Nemtsov, antigo vice-primeiro-ministro, foi baleado junto ao Kremlin em 2015.
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Anna Politkovskaya, jornalista crítica da guerra na Chechénia, foi assassinada no seu prédio em Moscovo em 2006.
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Alexander Litvinenko, ex-agente do FSB, morreu em Londres em 2006 após ser envenenado com polónio-210, num caso que um inquérito britânico ligou diretamente ao Kremlin.
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Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner e protagonista de uma rebelião abortada contra Moscovo, morreu num misterioso acidente de avião em 2023, depois de aparentemente ter reconciliado com Putin.
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Sergei Magnitsky, advogado que expôs corrupção estatal, morreu em prisão preventiva em 2009 após tortura e negligência médica.
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Natalia Estemirova, Stanislav Markelov e Anastasia Baburova — todos ativistas ou jornalistas ligados à denúncia de abusos — foram assassinados em diferentes momentos.
Além destes, há uma longa lista de empresários e dissidentes encontrados mortos dentro e fora da Rússia, frequentemente em quedas de janelas, envenenamentos ou aparentes suicídios — como Boris Berezovsky, Mikhail Lesin ou Yuri Shchekochikhin.
A “estoica”, é assim que o Moscow Times chama a Yulia Navalnaya, agora viúva de Navalny. Estoicismo é, de facto,…
Este padrão tem sido alvo da condenação internacional. Vários líderes ocidentais, incluindo Kamala Harris e Antony Blinken, já responsabilizaram diretamente o Kremlin por algumas destas mortes, nomeadamente a de Navalny.