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Benjamin Netanyahu poderá vir a ser acusado de suborno e fraude

Este artigo tem mais de 7 anos

O procurador-geral de Israel indicou esta quinta-feira que tem planos para acusar o primeiro-ministro israelita de corrupção, a meros 40 dias das eleições.

Num comunicado do Ministério da Justiça, Mandelblit indica ter aceitado as recomendações da polícia para acusar Netanyahu em três diferentes casos, que aguardam uma audiência final.

O procurador refere ter a intenção de acusar Netanyahu por ter recebido subornos para promover alterações ao nível da regulação que valiam centenas de milhões de dólares para a empresa de telecomunicações Bezeq, em troca de uma cobertura favorável no portal de informação Walla, propriedade daquela empresa.

Mandelblit também acusará o chefe do governo israelita de fraude e abuso de confiança em dois outros casos.

Num deles, Netanyahu, assim como a sua mulher Sara e o filho Yaur são suspeitos de terem recebido benefícios e presentes avaliados em centenas de milhares de euros de vários milionários, como o produtor de Hollywood israelita Arnon Milchan, em troca de ajuda em várias questões.

O outro é sobre um alegado acordo secreto entre Netanyahu e Arnon Mozes, editor do jornal diário Yedioth Ahronoth. O primeiro-ministro criaria dificuldades ao jornal Israel Hayom, rival do Yedioth Ahronoth, em troca de uma cobertura mais favorável por parte deste.

Embora esperada há semanas, a decisão de Mandelblit, 40 dias antes das legislativas antecipadas de 9 de abril, pode alterar a situação eleitoral e ameaça o longo “reino” de Netanyahu, 69 anos, que disputa um quinto mandato após perto de 13 anos no poder.

Netanyahu nega qualquer irregularidade e o seu partido, o Likud (direita) já denunciou uma “perseguição política”.

De acordo com a lei israelita, mesmo acusado o primeiro-ministro não é obrigado a demitir-se.

Benjamin Netanyahu, ou “Bibi” como é também conhecido, é, de acordo com as sondagens, o mais bem colocado para formar uma coligação governamental após as legislativas antecipadas, mas analistas consideram que a pressão política devido aos processos judiciais poderá ser muito forte e obrigar qualquer nova coligação a refletir sobre se o mantém ou não como líder.


Notícia atualizada às 18:28

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