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Acusação pede quatro anos de prisão, dois com pena suspensa, para Nicolas Sarkozy

Este artigo tem mais de 5 anos

O procurador nacional financeiro pediu hoje quatro anos de prisão, dois com pena suspensa, contra o antigo Presidente da República Nicolas Sarkozy, julgado por corrupção e tráfico de influência num processo inédito em França.

A acusação indicou as mesmas penas para os seus coacusados, o antigo alto magistrado Gilbert Azibert, e Thierry Herzog, advogado histórico de Sarkozy, e pedindo para este último que seja impedido de exercer a profissão durante cinco anos.

O ex-presidente, de 65 anos e que exerceu o cargo entre 2007 e 2012, foi julgado em conjunto com Herzog, também de 65 anos, e Gilbert Azibert, a quem terão prometido em 2017 um posto no Conselho de Estado do Mónaco se este magistrado, que estava então no Supremo, ajudasse na investigação do designado “caso Bettencourt”, referência à investigação ao financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007 pela mulher mais rica da França, a herdeira da L’Oreal Liliane Bettencourt.

O suposto caso de corrupção agora em julgamento foi possível devido ao registo das conversas telefónicas de Sarkozy com o seu advogado, incluídas num outro processo relacionado com um alegado financiamento da sua campanha de 2007 com dinheiro do regime líbio de Muammar Kadhafi.

 

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