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Von der Leyen condena ataque de drones russos à Polónia e reafirma solidariedade da UE

No seu primeiro discurso sobre o Estado da União do novo mandato, Ursula von der Leyen classificou de “imprudente e sem precedentes” a violação do espaço aéreo polaco por drones russos, garantindo “total solidariedade” da União Europeia com a Polónia e sublinhando a necessidade de uma Europa mais independente e capaz de defender-se.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, denunciou esta quarta-feira, em Estrasburgo, a violação do espaço aéreo polaco por drones russos, classificando o incidente como “imprudente e sem precedentes”.

No discurso sobre o Estado da União, Von der Leyen afirmou que a União Europeia manifesta “total solidariedade com a Polónia” e reiterou que continuará a apoiar todos os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia.

Von der Leyen referiu que a Rússia, liderada por Vladimir Putin, tem ignorado as negociações diplomáticas, destacando o recente ataque com drones e mísseis balísticos, bem como o bombardeamento de uma aldeia em Donetsk, onde civis esperavam receber pensões.

A presidente da Comissão Europeia propôs ainda a utilização de ativos russos congelados para financiar o esforço de guerra da Ucrânia, através de um empréstimo de reparação, sem que os ativos fossem transferidos.

No discurso, Von der Leyen defendeu que a Europa “está em luta” pela paz, pela liberdade, pelos valores democráticos e pelo seu próprio futuro, apelando à independência do continente. Sublinhou a necessidade de a União cuidar da sua defesa e segurança, bem como de áreas estratégicas como tecnologia, energia e democracia, face a potências internacionais ambivalentes ou hostis.

A líder europeia reconheceu que ponderou a gravidade do tom do discurso, lembrando que a UE é tradicionalmente um projeto de paz, mas destacou que “o mundo de hoje é implacável” e que os cidadãos europeus estão preocupados com crises globais, incluindo os conflitos em Gaza e na Ucrânia.

Von der Leyen concluiu que “não há espaço nem tempo para nostalgia” e que a União Europeia deve assumir uma posição ativa na defesa dos seus interesses, reforçando a necessidade de uma Europa forte, independente e capaz de determinar o seu próprio destino.

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