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Reino Unido: Uber sai derrotada mais uma vez. Trabalhadores têm direito a salário mínimo

Este artigo tem mais de 8 anos

A Uber perdeu o recurso que tinha apresentado contra a decisão de um tribunal britânico que tinha considerado, há cerca de um ano, que a empresa não estava a respeitar o código laboral britânico ao recusar aos trabalhadores direitos como salário mínimo, baixas e férias. A decisão surge numa altura em que a empresa procura…

A plataforma tecnológica de boleias perdeu esta sexta-feira o recurso que havia apresentado na sequência de uma decisão judicial desfavorável proferida por um tribunal britânico em outubro de 2016.

A ação contra a Uber teve origem na queixa de dois trabalhadores, que argumentaram em tribunal que a Uber exercia um controlo significativo sobre eles e que, dessa forma, deveria cumprir com as obrigações previstas na lei laboral.

À data, o tribunal deu razão a estes dois trabalhadores, considerando que quem trabalha para a Uber não o faz por conta própria, mas é funcionário da empresa, o que obrigaria a empresa a pagar salário mínimo nacional, garantir férias pagas ou direito a baixa.

A decisão contra a Uber, hoje reiterada, não se aplica automaticamente aos 50 mil motoristas que trabalham na plataforma no Reino Unido, mas poderá instigar mais queixas contra a empresa.

É provável que a Uber avance agora com um novo recurso, ou siga com o caso para o Supremo Tribunal.

Esta decisão judicial ocorre numa altura em que a Uber procura renovar a sua licença para operar em Londres. A empresa foi surpreendida em setembro último com uma decisão do regulador dos transportes londrino de não estender a sua licença. A empresa contestou também esta decisão e voltará a tribunal, a 11 de dezembro, neste âmbito. Isto significa que até existir uma decisão judicial, os motoristas da empresa poderão continuar a prestar serviços na ruas da capital britânica.

A Uber, que está em Portugal desde julho de 2014, é uma plataforma ‘online’ que permite pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros através de uma aplicação. A sua atividade – bem como a da Cabify, que se instalou no país mais recentemente – tem sido muito contestada pelos taxistas, que acusam os operadores ligados a estas plataformas de não cumprirem os mesmos requisitos formais do que os táxis para trabalhar.

 

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