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A Nestlé vai pagar 6 mil milhões de euros para vender o café da cadeia de Seattle

Este artigo tem mais de 8 anos

A Nestlé comprou os direitos de distribuição dos cafés e chás da cadeia norte-americana Starbucks. O gigante suíço da alimentação vai pagar quase seis mil milhões de euros para pôr as marcas da Starbucks em cápsulas.

E se provar Starbucks não obrigasse a ter de ir a uma das cidades portuguesas que já têm um estabelecimento da marca (que conta com 28 mil lojas em todo o mundo). A multinacional Nestlé vai pagar 7.100 milhões de dólares (cerca de 6 mil milhões de euros) para vender os cafés e chás da empresa de Seattle em supermercados, anunciou a Starbucks num comunicado.

A mesma fonte diz que agora as empresas formam uma “aliança mundial” e “perpétua”. A Nestlé é já um dos maiores fabricantes de café do planeta, detendo marcas como a Nescafé e Nespresso.

Com este acordo, a Nestlé passa a poder vender os produtos da Starbucks fora das lojas da empresa norte-americana e contrata 500 empregados da Starbucks. Já a cadeia da sereia verde abre as portas aos produtos da marca fundada pelo alemão Henri Nestlé, há século e meio.

Mais: a Nestlé pode passar a ter os produtos Starbucks em cápsulas para as máquinas da marca que usam esse sistema.

“Esta aliança fará chegar aos lares de milhões de pessoas em todo o mundo a experiência Starbucks combinada com a reputação da Nestlé, disse Kevin Johnson, presidente e diretor executivo da Starbucks, citado pelo jornal espanhol ‘El País’. Mark Schneider, da Nestlé, acrescenta que “este acordo histórico é um passo muito significativo” para o negócio de café da marca de Vevey. “Com a Starbucks, a Nescafé e a Nespresso reunimos três marcas icónicas do mundo do café. Hoje é um grande dia para os amantes de café”.

Segundo o diário espanhol, a intenção da Starbucks é usar o dinheiro desta operação para acelerar a recompram de ações. Os cálculos dos analistas estimam que a empresa fundada por Howard Schultz há 45 anos pode arrecadar perto de quatro mil milhões de dólares (cerca de 3.300 milhões de euros), depois do pagamento de impostos.

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