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Bruxelas não interfere em políticas nacionais, diz Moscovici. Mas não hesitará em dar conselhos

Este artigo tem mais de 10 anos

“Não interferimos em decisões de política nacional, mas daremos conselhos em áreas em que tenhamos preocupações”, afirmou esta quinta-feira Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos, em conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças, Mário Centeno, em Lisboa.

De acordo com o comissário francês nas reuniões de hoje, as “autoridades (portuguesas) mostraram um muito forte compromisso europeu”.

A visita a Portugal de Pierre Moscovici acontece quando se discute a eventual necessidade de medidas orçamentais adicionais este ano, o chamado Plano B, no momento em que o Orçamento de Estado está em discussão no parlamento e falta a aprovação final.

A visita acontece ainda no meio de uma recente polémica que envolveu a Comissão Europeia, depois de na segunda-feira o próprio Pierre Moscovici ter afirmando em Bruxelas que o Governo português está a preparar medidas orçamentais adicionais para “quando” forem necessárias, e não “se” forem necessárias.

No dia seguinte, Moscovici veio clarificar as suas declarações, garantindo que não há qualquer mudança na posição de Bruxelas relativamente a Portugal.

“Se as minhas palavras foram interpretadas de forma ambígua, queria clarificar esta manhã: não, não há nenhuma mudança na nossa posição, (há) confiança na capacidade do Governo em integrar as opiniões da Comissão e as recomendações do Eurogrupo”, afirmou então o comissário europeu.

Esta terça-feira veio a público que a Comissão Europeia colocou Portugal entre os países com “desequilíbrios excessivos”, a par da Bulgária, Croácia, França e Itália.

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