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Acordo comercial entre EUA e UE em risco após nova ameaça de Trump

Menos de seis meses depois de Estados Unidos e União Europeia terem fechado um acordo destinado a estabilizar o comércio transatlântico, o entendimento está agora em risco, após novas ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump.

O acordo foi alcançado depois de a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se ter reunido com Trump na Escócia, saindo desse encontro com a imposição de tarifas de 15% sobre todos os produtos europeus vendidos aos EUA, um desfecho considerado mais favorável do que a taxa de 30% inicialmente ameaçada por Washington.

Em paralelo, Bruxelas preparou um pacote de tarifas de retaliação que ficaria ativo caso não fosse alcançado qualquer entendimento. Esse conjunto de medidas inclui taxas sobre produtos norte-americanos que vão desde gado e peças de aeronaves até uísque, abrangendo cerca de 93 mil milhões de euros em exportações dos EUA para a União Europeia.

O acordo político de alto nível permitiu suspender temporariamente essas tarifas enquanto os detalhes técnicos eram negociados, estando prevista para a próxima semana a ratificação do acordo comercial UE-EUA pelo Parlamento Europeu.

No entanto, poucas horas após a nova ameaça de Trump, o influente eurodeputado alemão Manfred Weber afirmou que a aprovação do acordo “não é possível neste momento”, lançando dúvidas sobre o calendário previsto.

Sem a ratificação do entendimento ou uma extensão da suspensão das medidas, as tarifas europeias sobre milhares de milhões de euros em produtos norte-americanos entrarão em vigor a 7 de fevereiro. Um cenário que poderá gerar um forte impacto político nos Estados Unidos, com pressão acrescida sobre Trump por parte das empresas americanas que exportam para o mercado europeu.

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