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O Turn the Tide on Plastic lidera a frota que ruma a sul

Este artigo tem mais de 8 anos

Ao segundo dia, o Turn the Tide on Plastic conseguiu ganhar algum avanço em relação aos  seus rivais da Volvo Ocean Race, neste início da 7ª etapa  que liga Auckland a Itajai.

Um início intenso viu a frota de sete barcos – com o regresso do Vestas 11th Hour Racing tornou a ficar completa – navegar em ventos com cerca de 30 nós de leste, apenas algumas horas após a partida da etapa no passado domingo.

Esta segunda-feira trouxe um pequeno ajuste com ventos de 25 nós, o que fez com que os barcos tivessem velocidades similares à medida que as equipas entram mais fundo nos Mares do Sul desta etapa com 7.600 milhas.

 

Os líderes do primeiro dia, Dongfeng e MAPFRE , viram o Turn the Tide on Plastic e o Team AkzoNobel contorná-los pelo lado de fora da frota, enquanto espanhóis e chineses entraram num buraco de vento imprevisível.

A manobra deu à equipa do portugês Frederico Melo uma minúscula vantagem de cerca de duas milhas sobre o Vestas, com o grupo perseguidor a mais de cinco milhas.

“Nós e o Turn the Tide on Plastic acabámos de fazer um bom movimento ‘Buffalo Gals’, enquanto o resto da frota ficou parada numa nuvem”, explicou Simon Fisher, navegador da Vestas, referenciando o êxito de hip hop de Malcolm McLaren em 1982, que inclui as letras ‘Buffalo Gals and around the outside’.

 

Enquanto isso, o Team Brunel de Bouwe Bekking ficou com a cabeças às voltas quando as duas equipas passaram por eles. “Uau, o que está a acontecer aqui?” perguntou num tweet da conta Brunel. “Turn the Tide on Plastic e o Vestas 11th Hour Racing estão na estrada enquanto nós estacionamos. É suposto haver uma brisa do leste de 15 nós? ”

A previsão da brisa de leste é provocada por um anticiclone que  permaneceu por vários dias no mesmo local, por isso as táticas neste início são relativamente simples – rumo ao sul o mais rápido possível.

Somente quando o vento virar mais para norte, a frota poderá começar a curva em direção ao Cabo Horn, entraram as condições mais duras que os aguardam mais a sul.

 

“Para os próximos três dias, deve ser bastante simples”, disse Kevin Escoffier, da Dongfeng. “Nós vamos direto ao sul em direção ao limite de gelo, e depois viramos na parte de baixo da alta pressão. Aí, teremos uma frente para passar, e será uma história completamente diferente. A previsão aponta para condições mais duras, por isso agora temos que dormir, descansar e estarmos prontos para essa parte da etapa”.

 

Para o skipper do Vestas, Charlie Enright, o começo da etapa significa o regresso da sua equipa à luta pela glória na Volvo Ocean Race, não puderam participar na 6ª etapa com danos ao barco. “É bom voltar para a água”, disse. “Estamos um pouco atrás, mas acho que isto é esperado. Nos sentimo-nos bem e temos mais 7.000 milhas à nossa frente. É tudo ou nada – olhamos para todas as etapas da mesma maneira. Certamente vamos dar muita luta.”

Mark Towill, co-skipper do Vestas acrescentou: “Acabamos de voltar para lutar com todos. Vai ser um trabalho árduo e determinado. E nós somos assim. “

Às 13:00 UTC, havia uma separação de apenas 17 milhas entre o Turn the Tide on Plastic e o Team Sun Hung Kai / Scallywag, em sétimo lugar, e com a 7ª etapa a contar a dobrar, a adrenalina é garantida.

 

7ª etapa – Classificação geral – Segunda-feira 19 de março (Dia 2) – 13:00 UTC

 

1 – Turn the Tide on Plastic – distância até ao final – 6287,13,79 milhas náuticas

2 – Vestas/11th Hour Racing +1,50

3 – Mapfre +4,10

4 – Team Brunel +4,66

5 – Dongfeng Race Team +8,34

9 – AkzoNobel +9,16

7 – Sun Hung Kai / Scallywag +18,81

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