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Sanções não estão a travar o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte

Este artigo tem mais de 10 anos

A Coreia da Norte continua a apostar no programa nuclear e balístico, apesar das sanções internacionais, de eficácia duvidosa, aponta um relatório de especialistas da ONU.

Neste documento confidencial de 330 páginas, os especialistas recomendam nomes de pessoas e empresas para a lista negra de sancionados e pedem um reforço do controlo.

Também propõem que os drones de reconhecimento entrem na lista de produtos proibidos de serem vendidos à Coreia do Norte.

O país acaba de lançar um novo míssil de longo alcance, um mês depois de realizar um quarto teste nuclear, ignorando as sanções e os protestos internacionais.

O Conselho de Segurança reagiu ontem e decidiu acelerar a aprovação de uma nova resolução da ONU que intensificaria as sanções, apesar das reticências da China, única aliada de Pyongyang.

Dez anos depois do primeiro teste nuclear norte-coreano, os especialistas “não encontraram nenhum indício de que o país tenha a intenção de abandonar os programas nuclear e balístico”.

Ao contrário, existem “sérias dúvidas envolvendo a eficácia do atual regime de sanções”, estimam.

A Coreia do Norte “conseguiu driblar as sanções e continua a usar o sistema financeiro internacional, as linhas aéreas e as rotas marítimas para buscar abastecimentos proibidos”, acrescenta o relatório.

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