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Registo de visitas de Downing Street é revelado pela primeira vez

Este artigo tem mais de 1 ano

Nelson Mandela, a rainha Elizabeth II e cinco presidentes dos Estados Unidos visitaram nas últimas décadas Downing Street, residência oficial e gabinete do primeiro-ministro britânico, de acordo com uma lista que foi revelada pela primeira vez nesta terça-feira.

Os três volumes do livro de visitas, obtidos pelos Arquivos Nacionais britânicos após a suspensão, em cima da hora, do seu leilão no início do ano, contem um registo de visitantes desde 1970, época em que o conservador Edward Heath era o primeiro-ministro, até ao segundo mandato do trabalhista Tony Blair, em 2003.

A lista de visitantes de Downing Street não é divulgada publicamente de forma sistemática, e esses registos revelam quem foram alguns dos prestigiados convidados.

“Visitar o número 10 de Downing Street é sempre uma experiência inesquecível”, escreveu, em 1996, o então presidente sul-africano e herói da luta contra o apartheid Nelson Mandela. Seis anos antes, o líder checo Václav Havel desenhou um coração sob o seu nome.

Os presidentes dos Estados Unidos Jimmy Carter, que faleceu no último domingo aos 100 anos, Ronald Reagan, George H.W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush assinaram o livro de visitas.

“Com respeito, amizade e gratidão por essa relação que significa tanto”, escreveu, em 1989, George Bush pai.

Para comemorar o 250º aniversário deste prestigiado edifício localizado no coração de Londres, a primeira-ministra Margaret Thatcher e cinco dos seus predecessores que estavam vivos, na época, assinaram a mesma página.

Outras assinaturas notáveis são as do imperador etíope Haile Selassie, do último dirigente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, e da primeira-ministra indiana Indira Gandhi.

O registo de visitas apareceu no início de 2024, quando um dos seus volumes estava prestes a ser leiloado por um preço estimado em 15.000 libras.

De acordo com a casa de leilões, o proprietário era um funcionário reformado que encontrou o documento numa caixa danificada que seria atirada ao lixo após uma inundação.

O governo proibiu a sua venda com base numa lei sobre documentos públicos, graças à qual também se pode apropriar do registo.

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