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Câmara diz que não há risco de derrame de combustível do navio Greta K. Autoridades aguardam decisão sobre reboque

Este artigo tem mais de 3 anos

A presidente da Câmara de Matosinhos disse hoje ter recebido informações de que não há risco de derrame de combustível do navio Greta K onde, na terça-feira, deflagrou um incêndio ao largo da Foz do Douro, no Porto. Comandante do porto de Leixões aguarda decisão sobre se navio pode ser rebotado sem risco.

“Recebemos informação de que não há risco de derrame, mas não podemos baixar a guarda até o incidente estar ultrapassado”, afirmou Luísa Salgueiro durante a reunião pública do executivo municipal, depois de questionada pelos vereadores do PCP, Movimento António Parada SIM e PSD sobre este incidente e possíveis problemas ambientais.

A autarca considerou que este tido de acidentes deixa “todos sobressaltados” porque o risco de haver qualquer problema ambiental é sempre muito grande.

“Mas, acionaremos todos os mecanismos para que isso possa ser evitado”, vincou.

Luísa Salgueiro explicou que a gestão do sinistro não é da competência de Matosinhos, no distrito do Porto, tendo contudo a autarquia disponibilizado as suas equipas.

O comandante do porto de Leixões afirmou também hoje que aguarda a decisão de entidade portuguesa que certifica os navios para saber se o navio Greta K pode ser rebocado, garantindo que não há risco de derrame.

“Terminou a primeira inspeção técnica feita pela fragata corte real da Marinha Portuguesa a bordo do navio”, adiantou aos jornalistas o capitão Silva Rocha.

De acordo com o comandante, durante a inspeção foram percorridos os vários compartimentos do navio, onde na terça-feira deflagrou um incêndio, e detetadas temperaturas que carecem “de mais análises”.

“Não há nenhum foco de incêndio ativo neste momento, mas poderá haver um foco de combustão lenta que está a provocar valores que estão a ser ponderados para perceber qual o impacto em termos da decisão a tomar”, adiantou.

Na terça-feira, o navio Greta K, que transportava combustível, incendiou-se ao largo da Foz do Douro, no Porto.

Neste momento, a decisão “mais óbvia” seria rebocar o navio para o porto de Leixões, assegurou Silva Rocha, acrescentando, no entanto, que as autoridades aguardam a decisão do Port State Control [entidade portuguesa que certifica os navios] relativamente à inspeção realizada durante a tarde.

“Temos de tomar uma decisão com alguma rapidez. Certificar e garantir que o navio não vai causar problemas de segurança no porto de Leixões e é isso que o Port State Control está a avaliar”, adiantou.

“Se a decisão não for o reboque para o porto de Leixões, terá o navio de aguentar no mar até que baixe [a agitação marítima prevista] e possamos tomar uma decisão”, observou o comandante, quando questionado sobre o agravamento do estado do tempo previsto para os próximos dias.

No que toca à ocorrência de derrames, Silva Rocha garantiu não terem existido até ao momento e não se prever que venham a ocorrer.

“Não houve derrame desde o momento da ocorrência até agora, não se prevê que venha a acontecer”, assegurou.

Relativamente à origem do incêndio, o comandante disse ainda desconhecer “o que aconteceu”, adiantando que os 16 tripulantes da embarcação já começaram a ser ouvidos no âmbito do inquérito administrativo e técnico para perceber o que motivou a ocorrência e fazer uma avaliação do problema, mas sem qualquer cariz judicial.

Silva Rocha adiantou também que tanto o capitão do navio, como dois oficiais, se mantêm a bordo da fragata portuguesa.

Segundo a Marinha Portuguesa, o alerta foi dado cerca das 15:30 de terça-feira para o “Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) de Lisboa, da Marinha” para um “incêndio no navio-tanque Greta K, com bandeira de Malta, que se encontrava a navegar a cerca de uma milha e meia de costa, cerca de três quilómetros, junto à praia dos Ingleses, na Foz do Douro, com 19 pessoas a bordo, todas de nacionalidade filipina”.

(Artigo atualizado às 21h00)

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