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Jorge Moreira da Silva: “Se perder estas eleições no PSD, vou ter de procurar emprego”

Este artigo tem mais de 4 anos

Promete transformar o PSD num partido moderno, enérgico e alternativo. Para já quer fazer marcação cerrada ao executivo de António Costa com um governo sombra. Estes são os compromissos do candidato Jorge Moreira da Silva, que acredita tanto no seu projeto que se demitiu do cargo de diretor-geral na OCDE.

Jorge Moreira da Silva acredita no PSD como alternativa de poder e quer vencer as eleições no partido, a 28 de maio, para depois ganhar as próximas legislativas e pôr em prática o plano de desenvolvimento que tem para Portugal. Sabe que tem um longo caminho pela frente, mas considera que terá mais possibilidades do que o seu opositor, Luís Montenegro, de ganhar a liderança do PSD, desde logo porque nunca foi a jogo e porque tem a seu favor o facto de ter estado longe das disputas internas que abriram feridas no partido.

E está convencido de que dará ao PSD mais hipóteses de vencer eleições nacionais, porque está mais bem preparado: é ex-ministro, já foi deputado europeu e era atualmente diretor da área da Cooperação para o Desenvolvimento na OCDE, para onde entrou por concurso público.

Ao PSD promete avançar com uma revisão estrutural e mudar as sua linhas programáticas – a acontecer será a quarta mudança em 48 anos -, dar mais poder aos militantes e acrescentar à lógica residencial (PSD Lisboa ou PSD Porto ou PSD Setúbal) uma lógica temática (PSD Saúde, PSD Ambiente, PSD Segurança Social) e orientar o partido por causas.

Ao país garante escrutínio, alternativa e uma oposição dinâmica. A começar pela constituição de um governo sombra, que será apresentado um mês depois das eleições do partido, no Congresso de 1, 2 e 3 de julho, que fará marcação cerrada aos ministros e secretários de Estado de António Costa. Com um spoiler alert: “aqueles que trouxer para o governo sombra são aqueles que, se tudo correr bem, serão ministros”.

Defende que “é preciso tirar o Estado da economia em áreas onde as empresas fazem o seu papel”, quer discutir uma reforma fiscal sem preconceitos e acredita num Estado mais forte naquelas que são para si as áreas de soberania, como a Justiça, a Defesa ou a Segurança Social. Quer serviços de excelência na Saúde ou na Educação, mas a “progressiva liberdade de escolha dos consumidores”. E compromete-se a cumprir a meta de 0,7% do PIB em ajuda pública ao desenvolvimento, porque “o que não investimos na prevenção dos conflitos acabamos por pagar com crises humanitárias”.

Recusa qualquer tipo de diálogo ou acordo com o Chega, mas tem algo a dizer aos quase 400 mil eleitores que votaram no partido: percebemos a mensagem. Entende que as pessoas estejam “descrentes” em relação à política – “apenas 17% dos portugueses confiam nos partidos, apenas 40% das pessoas confiam no Estado e apenas 39% confiam na Justiça” – e afirma que “é preciso mudar de vida”. Primeiro dentro, depois fora do partido.

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