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Covid-19: Noruega e Itália juntam-se a países que suspenderam vacina da AstraZeneca

Este artigo tem mais de 5 anos

As autoridades de saúde norueguesas anunciaram hoje a suspensão, “como medida preventiva”, de vacinas contra a covid-19 da AstraZeneca, seguindo o exemplo de outros países, que tomaram idêntica decisão com receio de efeitos secundários. Também Itália fez o mesmo anúncio.

“Suspendemos a vacinação com a (vacina) AstraZeneca. Aguardamos por mais informações para perceber se há alguma ligação entre a vacina e o caso de formação de coágulos sanguíneos”, anunciou hoje Geir Bukholm, dirigente do Instituto Nacional de Saúde Pública da Noruega.

A Agência de Medicamentos Italiana (AIFA) anunciou também que suspendeu temporariamente a vacinação de um lote da farmacêutica AstraZeneca por precaução, após relatos de problemas de coagulação diagnosticados em vários países europeus.

A AIFA explicou, em nota, que após informações sobre problemas de saúde detetados em outros países europeus, bloqueou a inoculação das doses do lote ABV2856.

Além disso, reserva-se o direito de tomar outras medidas, quando necessário, também em estreita coordenação com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

A AIFA enfatizou que, até ao momento, “não foi estabelecido algum nexo causal entre a administração da vacina e esses eventos” detetados em outros países e que os controlos necessários estão a ser realizados, coletando-se a documentação clínica pertinente.

As amostras deste lote serão analisadas pelo Instituto Nacional de Saúde Italiano.

Também a Áustria, Estónia, Lituânia, Letónia, Luxemburgo e Dinamarca já interromperam o uso da vacina da AstraZeneca, após relatos de casos graves de coágulos sanguíneos em pessoas que foram vacinadas com esta fármaco contra a covid-19.

Na segunda-feira, a Áustria anunciou a suspensão da utilização de doses da AstraZeneca quando foi conhecida a morte de uma enfermeira, com sérios problemas de coagulação, após ter recebido a vacina.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.621.295 mortos no mundo, resultantes de mais de 117,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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