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30% das vítimas de violência doméstica conheceram agressores na internet

Este artigo tem mais de 3 anos

Os dados apontam para que as pessoas que fizeram queixa às autoridades de violência doméstica conheceram os agressores nas redes sociais e ainda em sites de encontros amorosos.

Estes dados foram revelados ao Jornal de Notícias pelo Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima (GAIV) da PSP do Porto, que salienta ainda que 17% das queixas surgiram de homens, nos últimos dez anos.

“Hoje, percebemos que muitos crimes de violência doméstica ocorrem em relações iniciadas nas redes sociais e em sites de encontros amorosos”, disse ao JN o coordenador do GAIV, Fernando Rodrigues, salientando que depois de “terminada a relação, os agressores ameaçam as vítimas com imagens íntimas que estas partilharam durante a fase em que usavam a Internet para se conhecerem melhor. Fazem-no para evitar que a vítima denuncie o crime”.

Este ‘fenómeno’, de acordo com o coordenador do GAIV, muito terá a ver também com as restrições da pandemia de Covid-19. “As pessoas estavam proibidas de sair de casa e iniciaram relações através das redes sociais e sites de encontros amorosos. Isto fez com que as pessoas se habituassem a este tipo de relacionamento e que as denúncias de crimes aumentassem, sobretudo, no ano passado”, salientou.

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