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Queda de quase 40% nas exportações portuguesas para os EUA antes de tarifas americanas

Em junho de 2025, as exportações portuguesas para os Estados Unidos caíram 39,4% face ao mesmo mês do ano anterior, sobretudo devido à forte redução nas vendas de produtos químicos, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A queda aconteceu antes da aplicação das novas tarifas anunciadas pela administração norte-americana.

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Apesar do aumento global das exportações em 3,1% no primeiro semestre de 2025, as vendas para os EUA sofreram uma desaceleração significativa, refletindo o impacto das ameaças tarifárias e a incerteza comercial entre os blocos.

Em maio, as exportações portuguesas tinham crescido 2,5%, mas em junho registaram uma ligeira queda homóloga de 0,1%. As importações portuguesas, por sua vez, subiram 3,9% em junho e 6,9% no primeiro semestre do ano.

O INE destaca o crescimento das importações de produtos alimentares, principalmente agrícolas vindos de Espanha (+12,9%), e de material de transporte, principalmente automóveis (+9,8%). Já os fornecimentos industriais registaram uma queda de 3,7%, essencialmente devido à redução de produtos químicos importados da Irlanda, relacionados com transações sem transferência de propriedade.

Além da queda nas exportações para os EUA, outros mercados mostraram variações opostas: as vendas para a Alemanha aumentaram 16,4%, impulsionadas pelo material de transporte.

O défice da balança comercial de bens em Portugal subiu para 2.348 milhões de euros em junho, representando um aumento de 337 milhões face a junho de 2024, embora tenha diminuído 886 milhões em relação a maio.

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