• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Fiat Chrysler irá propor nos próximos dias fusão à Renault

Este artigo tem mais de 6 anos

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) irá propor, nos próximos dias, ao grupo francês Renault a fusão das duas empresas, avança hoje o jornal japonês “Nikkei”.

A proposta de iniciar negociações com vistas à fusão será apresentada “dentro de alguns dias”, disseram várias fontes anónimas da FCA ao jornal.

A notícia do “Nikkei” foi divulgada horas depois de o jornal “The Financial Times” ter noticiado que a FCA e a Renault estão a negociar o fortalecimento dos seus laços com uma possível aliança, em conversas que estão “a avançar”.

Segundo o jornal britânico, a Fiat poderia expandir os seus atuais laços com a Renault e, no futuro, unir-se à aliança que a empresa francesa tem com a japonesa Nissan Motor e a Mitsubishi.

Já o jornal japonês, numa notícia datada de Frankfurt, garante que, para chegar a essa fusão, a FCA pretende manter na mesma situação a aliança que a Renault tem com a Nissan Motor e a Mitsubishi.

Essa aliança foi moldada em 1999 e um de seus arquitetos foi Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault, Nissan e Mitsubishi, agora processado pela justiça do Japão por alegadas irregularidades financeiras.

A Renault expressou anteriormente o seu desejo de alcançar uma fusão com a Nissan Motor, mas o novo presidente da empresa, Jean-Dominique Senard, que substituiu Ghosn à frente da empresa francesa, acredita que a ideia não é uma prioridade.

A Nissan Motor, que controla a Mitsubishi, não é favorável a uma fusão com a Renault.

Em 14 de maio, o presidente executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, argumentou que uma possível fusão poderia “minar a força da Nissan”.

A Renault, cujo maior acionista é o Estado francês, com 15,1% do capital, possui 43,4% das ações da Nissan Motor. A empresa japonesa tem, por sua vez, 15% do capital francês.

Segundo o “Nikkei”, uma fusão entre a Fiat e a Renault implicaria vendas combinadas de 8,72 milhões de veículos, superando os 8,38 milhões da General Motors, que no ano passado ficou em quarto lugar no ranking mundial.

Veja também

Em Destaque

Últimas