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Todo Dia a Mesma Noite: a tragédia na Discoteca Kiss

Este artigo tem mais de 3 anos

Neste episódio do podcast Acho Que Vais Gostar Disto, a Mariana Santos, o João Dinis e o Miguel Magalhães falam sobre a série brasileira que relata a tragédia na discoteca Kiss e que chegou ao top mundial da Netflix.

Em 2013, na cidade brasileira de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a festa na discoteca Kiss virou inferno e as chamas levaram à morte de 242 pessoas, a maioria estudantes universitários. A jornalista Daniela Arbex escreveu “Todo Dia A Mesma Noite: a história não contada da boate kiss“, livro que investiga as circunstâncias do incêndio e que inspirou a minissérie que estreou por estes dias no streaming.

Baseada em factos verídicos, a história é contada através de diferentes pontos de vista, nomeadamente de sobreviventes da fatídica madrugada de 23 de janeiro.

Este incêndio, que além das vítimas mortais queimou outras 636, é considerado um dos momentos mais trágicos do país. A par, trata-se de um caso mediático em que a luta das famílias das vítimas enlutadas, volvidos dez anos, ainda continua. Até à data, ainda ninguém foi oficialmente responsabilizado (quatro pessoas foram condenadas, mas o julgamento foi anulado devido a irregularidades).

Ao longo de cincos episódios, “Todo Dia A Mesma Noite” faz uma viagem cronológica dos eventos (começa com o episódio “A Noite” e vai até à luta dos pais das vítimas em tribunal) e debate as condições de segurança precárias, a falta de fiscalização e ação dos responsáveis da discoteca Kiss, bem como a demora dos tribunais em fazer justiça.

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