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A viagem para Alenquer pode ser feita de várias formas e é por aí que começam as explicações de Sá Fernandes, esta semana em frente à placa do caminho para Fátima. Ali conta a história da primeira e atribulada viagem de comboio que vale a pena ouvir.
Depois de uma breve paragem a observar a vinha segue para uma visita à vila sempre com o Tejo ao fundo. O Convento de São Francisco, primeiro convento franciscano em Portugal, é a janela perfeita sobre este lugar com uma vista perfeita para a Serra de Montejunto que protege Alenquer dos ventos frios.
Ainda no espírito da religião não se pode esquecer a Igreja de São Pedro com o túmulo de Damião de Góis.
Segue para o Museu João Mário, que reúne os primeiros desenhos, trabalhos e quadros a óleo do pintor lisboeta. E é já depois da passagem pelo Museu do Vinho que faz a merecida paragem para uma refeição na Taberna do Areal.
De a barriga cheia é tempo de visitar o Museu Damião de Góis e das Vítimas da Inquisição, um espaço de memória relacionado com a Judiaria de Alenquer, na antiga Igreja de Santa Maria da Várzea, integrado no centro histórico, junto ao troço de muralha do Castelo com o qual a antiga Judiaria confinava. Aqui Sá Fernandes fala um pouco desta personalidade e da sua obra, sendo que existem ainda hoje descendentes de Góis por estas bandas.
Nas muralhas do castelo fica-se a saber um pouco mais sobre o nome da terra que está relacionado com o nome de um cão: o cão “Alão”.
Depois de uma breve paragem na Câmara Municipal de Alenquer, uma réplica da de Lisboa, Sá Fernandes embarca num périplo rural e acaba na Quinta do Garrido para provar o vinho Barca do Inferno. O caminho continua pela região vitivinícola com várias paragens com vinho e igrejas à mistura.
Ainda há tempo para uma subida à Serra de Montejunto com a capela de São João no topo e uma oportunidade para belos passeios.
Em Meca faz-se uma paragem na imponente Basílica de Santa Quitéria de Meca. Aqui recorda-se a expressão “correr Ceca e Meca” que pode ter menos a ver com a Meca oriental e mais com esta.
O dia não acaba sem uma passagem pela terra da atriz Palmira Bastos, a Aldeia Gavinha, onde existe um espaço dedicado ao seu legado na casa onde nasceu. Sá Fernandes lembra a icónica participação de Palmira Bastos na peça “As Árvores Morrem de Pé”, a sua última representação. “Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores”, dizia a protagonista da peça na altura, em 1966, quase com 90 anos, uma das frases célebres da televisão portuguesa e do teatro.
O anfitrião despede-se com um copo de vinho na Quinta da Boavista onde faz o brinde a Alenquer com a vinha com pano de fundo. Pode ver todo este passeio por Alenquer aqui.
No próximo episódio, Sá Fernandes leva-nos a Valongo, já no sábado, 2 de agosto, na RTP3.
Mais tarde, o episódio também vai estar disponível no 24notícias (anteriormente SAPO24), onde pode acompanhar esta série na íntegra.




























