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“Curtas de Papel, Osso e Fel” a partir de Mário-Henrique Leiria no Teatro do Bairro

Este artigo tem mais de 6 anos

Os “Contos do Gin-tonic”, de Mário Henrique-Leiria, e textos de autores como o norte-americano Edward Gorey foram ponto de partida para o novo espetáculo de A Tarumba, a estrear na quarta-feira, no Teatro do Bairro, em Lisboa.

“Curtas de Papel, Osso e Fel” é o nome do espetáculo para adultos que A Tarumba — Teatro de Marionetas apresenta, de quarta-feira a domingo, naquela sala, em Lisboa, que integra também canções de músicos como Nick Cave, Elvis Presley e Johnny Cash, acrescentou à agência Lusa Luís Vieira, um dos atores-manipuladores do espetáculo.

Histórias que “entrecruzam o universo” de pequenos contos insólitos sobre o amor e a morte”, “cheias de humor negro, que narram situações surreais ou bizarras”, frisou, sustentando tratarem-de de “pequenos momentos que podem mudar completamente a vida de uma pessoa”.

É o caso de Mário-Henrique Leiria (1923-1980), autor de “Contos do Gin-tonic”, do humor e o absurdo dos seus relatos, e do humor, do absurdo e, por vezes, do macabro, de Edward Gorey (1925-2000), autor de contos como “O Casal Execrável” e “A Bicicleta Epipléctica”.

Segundo Luís Vieira, as histórias contadas no espetáculo inspiram-se “nas baladas de morte”, um “género musical” que fala de paixão e de morte e que “antigamente era usado para despertar uma certa consciência social e moral sobre uma ideia de mal ou de desgraça”, acrescentou.

As histórias narradas em “Curtas de Papel, Osso e Fel” são construídas a partir de vários dispositivos cénicos e de vários tipos de marionetas, desde “os panoramas” — que eram antigas formas de contar histórias –, a conjuntos de imagens, sinais gráficos, ilustrações e desenhos, até “figuras de papel articuladas”, razão por que a palavra papel aparece no título.

Em outubro, “Curtas de Papel, Osso e Fel” será representado num festival na Noruega, disse Luís Vieira.

Apesar de se tratar de um espetáculo com marionetas, destina-se ao público adulto e assenta “num universo e estética contemporâneos e algo surrealista”, indicou.

“Um espetáculo que nos faz refletir sobre a fragilidade da vida” e que, “de forma muito bela, vai contando histórias, por vezes, não tão belas”, indicou Luís Viera, um dos atores/manipuladores de marionetas.

“Curtas de Papel, Osso e Fel” fala sobre o isolamento e a humanidade, num espetáculo através “de humor negro, com um toque de ‘kitsch’ e com um universo muito ‘gore’”, concluiu.

No Teatro do Bairro, “Curtas de Papel, Osso e Fel” terá cinco representações, com quatro de quarta-feira a sábado, às 21:30, e, a quinta, no domingo, às 17:00.

A encenar e a construir o espetáculo estão os atores-manipuladores Luís Vieira e Rute Ribeiro, tendo esta adaptado os textos.

A sonoplastia é de Miguel Lucas Mendes, os dispositivos luminosos, de Zé Rui e, a operação de luz e som, de Rui Castro.

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