O anúncio foi feito pelo próprio dramaturgo nas redes sociais, celebrando a ocasião. “Wonderful news! É a primeira vez que o National Theatre de Londres apresenta um espetáculo em língua portuguesa. O nosso ‘Catarina e a Beleza de Matar Fascistas’ estará no palco londrino em setembro próximo”, escreveu Tiago Rodrigues, que dirige atualmente o Festival de Avignon.
A peça vai integrar uma temporada de luxo, partilhando o cartaz com produções internacionais de grande destaque, como Misantropo, de Martin Crimp, com Sandra Oh, e Electra/Persona, com Cate Blanchett, Nina Hoss e Ella Lily Hyland.
Antes de chegar a Londres, o espetáculo continua a esgotar salas em Portugal, tendo passado recentemente pelo auditório Emílio Rui Vilar, na Culturgest, entre 12 e 17 de janeiro. Estreada em setembro de 2020, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, a peça já soma mais de cinco anos de itinerário internacional, marcado por aclamação crítica, prémios e polémicas.
Em Roma, a peça gerou protestos de grupos de extrema-direita e pressão política, com o deputado Federico Mollicone, do partido Fratelli d’Italia, a exigir a sua retirada da programação.
O ponto de partida da trama é uma família portuguesa cuja missão, transmitida de geração em geração há mais de 70 anos, é eliminar fascistas. A ação desenrola-se em 2028, num Portugal governado por populistas de extrema-direita, quando a jovem Catarina se prepara para cumprir o legado familiar e matar o seu primeiro fascista.
O espetáculo tem sido amplamente reconhecido internacionalmente. Em 2024, foi considerado uma das 10 melhores peças pela revista norte-americana The New Yorker. Em 2023, venceu o prémio de Melhor Espetáculo Estrangeiro nos Prémios UBU, em Itália, e recebeu elogios da crítica francesa na Critics Association. Em 2022, entrou na lista de favoritos do The New York Times, que destacou o equilíbrio do texto e da encenação, evitando a caricatura enquanto envolve criticamente o público.
O elenco reúne Marco Mendonça, Romeu Costa, Rui M. Silva, Beatriz Maia, Isabel Abreu, António Fonseca, António Afonso Parra e Carolina Passos Sousa.
