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Aos 97 anos Ruy de Carvalho volta a estrear-se no grande palco, desta vez numa sala com o seu nome

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Com uma carreira de várias décadas e 97 anos de idade, o ator mais velho do mundo, Ruy de Carvalho, regressa aos palcos no Centro Cultural da Malaposta, com a adaptação portuguesa de ‘A Ratoeira’, de Agatha Christie. Na quinta-feira passada, além da estreia da nova peça com presença do primeiro-ministro, entre outras figuras, Ruy…

Com uma plateia de luxo que ia desde o primeiro-ministro Luís Montenegro a Pedro Passos Coelho e Hugo Martins, presidente da Câmara de Odivelas, ‘A Ratoeira’, de Agatha Christie, estreou-se na Malaposta.

Numa festa que contou com a inauguração da Sala Ruy de Carvalho, foi o neto, também ator em ‘A Ratoeira’ desde o elenco original desta edição da Yellow Star Company, que falou com o SAPO24.

“Para mim só o facto de ainda ter avô com a idade que ele tem já é extraordinário. Se acrescentarmos a isso o facto de poder trabalhar com ele ainda é mais extraordinário. Ele ensina-nos muita coisa todos os dias e tem sempre uma calma e um profissionalismo sempre presentes. É muito focado. Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque”, sublinha Henrique de Carvalho, que na peça representa o papel do Sargento Trotter.

‘A Ratoeira’ (em inglês: The Mousetrap) é a peça há mais tempo encenada na história do teatro, em Londres, e estreou em 1952, estando atualmente no St. Martin’s Theater.

Segundo a sinopse, a ação passa-se quando um grupo de desconhecidos está preso numa pensão durante uma tempestade de neve, um dos quais é um assassino.

Os suspeitos incluem o casal recém-casado que explora a pensão, e as suspeitas quase arruínam o casamento. As restantes personagens são solteirões com um passado curioso: um arquiteto que parece melhor equipado para ser um chef, um major aposentado do Exército, um homem estranho que alega que o seu carro avariou numa estrada perto dali e uma jurista que torna a vida miserável a todos. Entretanto, aparece um polícia que vem de esquis, através da tempestade. Mal chega, a jurista é morta. Para chegar ao raciocínio do padrão do assassino, o polícia investiga os antecedentes de todos os presentes.

A peça tem uma particularidade curiosa porque, no final de cada apresentação, o público é convidado a não revelar a identidade do assassino para ninguém de fora do teatro, para garantir que o final nunca seja estragado para o público no futuro.

Com todo este segredo, Henrique de Carvalho recusa-se a falar muto sobre a sua personagem: “Não se pode contar nada”, diz entre risos.

Nas comparações com o original, diz que esta encenação de Paulo Sousa Costa é “muito diferente”. “Em Londres toda a gente já conhece a história. Aqui sempre ficam surpreendidos no final. Claro… quem quiser saber vai à internet, mas manter o segredo tem mais graça”, acrescenta.

A peça estreou-se pela primeira vez em 2020 nas mãos da Yellow Star Company e Henrique já faz parte do elenco desde o início em diferentes personagens. “Posso dizer que existe sempre algo diferente na peça. Quem já viu uma vez pode ver novamente”, deixa o conselho.

Além de Henrique e Ruy de Carvalho, o elenco conta também nesta temporada com Elsa Galvão, Filipe Crawford, João Vilas, Luís Pacheco, Sara Cecília e Sofia de Portugal e vai estar no Centro Cultural da Malaposta, em Odivelas, até dia 10 de novembro.

Os bilhetes podem ser adquiridos aqui e custam 25 euros.

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