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Operação A171: PJ com grande operação de combate ao cibercrime em Lisboa. Grupo usava SMS para roubar acesso aos dados bancários

Este artigo tem mais de 3 anos

A Polícia Judiciária montou esta segunda-feira uma “vasta operação de combate ao cibercrime” em vários municípios lisboetas. Foram detidas 26 pessoas no cumprimento de 38 mandados de busca.

Numa nota da Polícia Judiciária, esta autoridade anuncia que “desencadeou no dia de hoje uma vasta operação de combate ao cibercrime, procedendo ao cumprimento de 38 mandados de busca domiciliária e não domiciliária e à detenção de 26 indivíduos, 21 homens e 5 mulheres, pela prática dos crimes de burla informática, falsificação de documento, falsidade informática, acesso ilegítimo, branqueamento de capitais e associação criminosa.”

Segundo a PJ, “o grupo criminoso atuou durante vários meses e terá lesado centenas de vítimas, causando um prejuízo superior a milhões de Euros. Quer as vítimas quer o valor do prejuízo causado tenderão a aumentar porquanto ainda falta identificar alguns inquéritos relacionados com esta atuação criminosa”.

“O modus operandi associado é conhecido como phishing bancário e consiste no envio massivo de mensagens, SMS ou e-mail, com aparência de remessa por uma instituição bancária, contendo um texto padrão que induz a vítima a aceder a um endereço eletrónico. Posteriormente, as vítimas eram redirecionadas para um website semelhante à página do seu banco onde colocavam as suas credenciais de acesso do seu serviço homebanking“, explica a polícia.

“Para garantir o sucesso do crime, as vítimas eram depois contactadas por chamadas de voz, por indivíduo que se fazia passar por funcionário bancário, mas cujo único propósito era enganar e validar as transferências bancária ilícitas que tinham sido efetuadas, ou para ‘contas Mula’ previamente abertas, para compra de cartões de crédito recarregáveis, ou compra de divisas estrangeiras, facilitando o branqueamento dos proventos obtidos.”

Os detidos serão presentes à autoridade judiciária competente para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

A operação decorreu nos concelhos de Lisboa, Sintra, Mafra, Odivelas, Loures, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Marinha Grande e envolveu investigadores e peritos da Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), com a colaboração de várias outras Unidades da Polícia Judiciária, em articulação com a 8.ª Secção do DIAP de Lisboa.

 

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